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    Se houver indício de hacker nas prévias, é caso de polícia, diz Eduardo Leite à CNN

    PSDB aguarda testes de empresa de tecnologia para definir rumo das prévias que foram suspensas devido a problemas no aplicativo de votação

    Rafaela LaraProduzido por Layane Serranoda CNN , em São Paulo

    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que disputa as prévias presidenciais do PSDB, afirmou em entrevista à CNN nesta terça-feira (23) que, se houver algum tipo de ataque hacker ao aplicativo de votação, é necessário que se abra uma investigação sobre o caso.

    O PSDB aguarda testes da empresa de tecnologia para definir rumo das prévias que foram suspensas no último domingo (21) devido a problemas no aplicativo de votação. Ainda não há um parecer claro sobre o que provocou a instabilidade no aplicativo.

    “Se houver, por exemplo, indícios suficientes e conjunto de evidências que permita suspeita de ataque ao sistema, aí pode virar caso de polícia que merecerá investigação”, disse Leite à CNN. O candidato gaúcho, no entanto, afirmou que ainda é prematuro tratar sobre a judicialização do processo.

    “É prematuro falar sobre isso porque tem a instancia de decisão dentro do partido, que precisa ser superada. [A situação das prévias] está em uma etapa de discussão interna, os temas serão levados à Executiva do partido, que pode buscar sanar esse problema para não tirar a credibilidade [do processo].”

    Após a falha no aplicativo de votação, o PSDB anunciou que as prévias presidenciais devem ser finalizadas até o próximo domingo (28). Para Leite, este processo perde credibilidade ao ser postergado. “A cada minuto que passa esse processo perde a credibilidade. A solução que o partido pode ofertar pode custar resgatar a credibilidade.”

    Reunião com Bruno Araújo sobre decisão do partido

    À CNN, Leite voltou a afirmar que não tinha conhecimento da decisão do partido de concluir as prévias até o próximo domingo. Ontem, ele afirmou que a nota do PSDB – que adiava a votação – estava “equivocada” e que não houve esse acordo. No entanto, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, afirmou que conversou com Leite antes do anúncio oficial.

    “Os senadores Tasso Jereissati e José Aníbal estavam presentes comigo e com Bruno Araújo. Essa conversa não descartou encaminhamentos outros, mas nem de perto foi acordo ou entendimento do que seria feito. Queremos colaborar (…) o fim das prévias é desejado por todos nós. Tenho convicção de que teríamos vencido no domingo”, disse Leite nesta terça-feira.

    Na nota, o partido afirma que aguarda manifestação da empresa contratada para a implementação do aplicativo de votação e que, caso não haja garantias, buscará por uma empresa privada para conclusão das prévias.

    “Se, até esta terça, ela não oferecer garantias concretas de viabilidade e robustez da solução contratada, o PSDB adotará tecnologia privada para concluir o processo de prévias.”

    A Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Faurgs), responsável pelo desenvolvimento do aplicativo que apresentou falha, ainda não apresentou conclusões sobre as razões das dificuldades para votação.

    As prévias presidenciais do PSDB – disputadas entre Leite, o governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio – foram adiadas no último domingo após uma falha no aplicativo de votação do partido. Os três disputam os votos de 44.697 afiliados e mandatários inscritos.

    Os candidatos das prévias do PSDB: Arthur Virgílio, Eduardo Leite e João Doria
    Os candidatos das prévias do PSDB: Arthur Virgílio, Eduardo Leite e João Doria / Montagem: CNN Brasil

    Leite repete fala de Aécio sobre Virgílio ser ‘laranja’ de Doria

    Em nota enviada ao analista de política da CNN Caio Junqueira, o deputado federal Aécio Neves rebateu as críticas feitas pelo pré-candidato Arthur Virgílio, o classificou como “laranja de Doria” e afirmou que ele atua como “linha auxiliar” do governador de São Paulo.

    À CNN, Leite afirmou que os candidatos “precisaram se juntar para enfrentar o peso da relevância da nossa candidatura”.

    “Temos um candidato em dois, duas candidaturas estão conjuntamente trabalhando contra nossa, o que reforça que temos, de fato, muita força. E tudo bem, uma candidatura se propondo a ser laranja da outra, mas que fique claro que é isso que está acontecendo. O importante é não perder a legitimidade e perde ao indicar contratação de novo sistema que nem conhecemos a empresa “.

    *Com informações de Teo Cury, João de Mari e Douglas Porto, da CNN

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