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    Eleições 2022

    Pré-candidatos a presidente falam sobre o uso do fundo partidário para pagar viagens

    Segundo levantamento da CNN, legendas pagaram R$ 3,1 milhões em viagens de políticos em 2021

    Salma Freuada CNN , em São Paulo

    Em 2021, os partidos brasileiros gastaram mais de R$ 3 milhões de recursos públicos do fundo partidário em deslocamentos de seus políticos, segundo as prestações de contas enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O fundo é disponibilizado para que as siglas paguem contas como luz, água, aluguel, passagens aéreas, entre outros custos ligados à sua atividade. O valor também pode ser usado no financiamento de campanhas.

    Levantamento feito pela CNN mostra que, de todos os gastos declarados pelos partidos, R$ 3,1 milhões dizem respeito a despesas com jatos privados usados por políticos.

    Criado em 1995, o fundo é distribuído todos os anos às siglas de acordo com o total de cadeiras que elas possuem na Câmara.

    A CNN perguntou aos pré-candidatos à Presidência da República o que eles pensam sobre o uso do fundo partidário para bancar viagens de políticos.

    Confira abaixo as respostas:

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Jair Bolsonaro (PL):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Ciro Gomes (PDT):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    André Janones (Avante):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Simone Tebet (MDB): 

    A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

    Pablo Marçal (Pros):

    Eu vejo o fundo partidário como um remédio prescrito para combater a doença do financiamento político privado, uma das principais causas da deterioração política do país. Tenho tranquilidade em abordar esse tema porque abri mão do fundo eleitoral e do partidário e tenho usado somente os meus recursos para bancar viagens, voos, estadias e qualquer outro custo ligado à pré-campanha.

    O emprego dos recursos públicos, mesmo que do fundo partidário que não vem exatamente do orçamento e dos impostos, tem que ter rastreamento para garantir a finalidade e a moralidade pública. Infelizmente esses princípios não podem ficar ao arbítrio do juízo de bom senso de cada candidato, as regras devem ser estabelecidas de forma clara e depois devem ser cobradas com austeridade.

    Todo remédio tem seus efeitos colaterais que, só toleramos, para focar no alvo principal que é o combate à doença, mas não podemos achar o desvio, tanto do recurso em si quanto da finalidade, como normal. O problema é entregar quase R$ 1 bilhão (média do repasse nos últimos anos) nas mãos de candidatos que “já tiraram trilhões da pobreza”. É como avisar o ladrão, depois de ser assaltado e perder todo o seu dinheiro, cartões e conta bancária, que sobraram algumas moedinhas no bolso da calça.

    Felipe d’Avila (Novo):

    Sou tão contrário a gastar o dinheiro dos brasileiros com jatinhos para políticos. Estou no único Partido que trabalha — na prática — para que isso acabe. O Partido Novo não usa o fundo partidário para sua manutenção, e devolveu o que tinha direito do fundo eleitoral para campanha, porque acreditamos que o dinheiro público deve ser gasto com a população, e não com a classe política.

    As viagens e demais gastos do partido são pagos com o dinheiro dos nossos filiados e simpatizantes, que contribuem porque acreditam na causa e compartilham dos nossos valores.

    José Maria Eymael (DC):

    A utilização de recursos do fundo partidário para viagens de dirigentes partidários eu considero absolutamente normal e necessário. Nada substitui a ação presencial de dirigentes partidários.

    Quanto à utilização de jatinhos por dirigentes partidários, quando estritamente necessário, a Democracia Cristã considera legítimo.

    A Democracia, entretanto, ressalta que essa hipótese em relação a ela é inexequível, face ao pequeno valor que recebia.

    Registre-se que, essa desproporção na distribuição do fundo partidário ofende frontalmente o princípio constitucional da igualdade.

    Leonardo Pericles (UP):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Luciano Bivar (União Brasil):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Sofia Manzano (PCB):

    A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

    Vera Lúcia (PSTU):

    A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

    Fotos – Os pré-candidatos à Presidência

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