Para Planalto, saída de Moro de disputa presidencial favorece Bolsonaro
Além da possibilidade de o presidente herdar votos do ex-juiz federal, auxiliares do governo ressaltam que, sem Moro, Bolsonaro não precisaria mais disputar bandeira eleitoral de combate à corrupção



A filiação de Sergio Moro ao União Brasil, com a possibilidade de ele não sair candidato à sucessão presidencial, foi comemorada nesta quinta-feira (31) por auxiliares do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Planalto.
A avaliação de auxiliares do governo é de que a possibilidade do ex-juiz-federal sair candidato ao Poder Legislativo poderia beneficiar eleitoralmente Bolsonaro, que deve sair à reeleição.
De acordo com dirigentes nacionais do PL, as pesquisas realizadas pelo partido nos últimos meses apontam que grande parcela dos votos hoje confiados a Sergio Moro migrariam para Bolsonaro caso o ex-juiz federal desistisse da candidatura presidencial.
A última edição da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na semana retrasada pela CNN, mostrou que 32% dos eleitores de Moro poderiam votar em Bolsonaro no primeiro turno para evitar uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da possibilidade de migração de votos, integrantes da equipe de campanha eleitoral do presidente avaliam que, sem Moro, Bolsonaro não precisaria mais disputar com o ex-juiz-federal a bandeira eleitoral de combate à corrupção.
Moro se filiou nesta quinta-feira (31) ao União Brasil sem garantia de que será candidato à sucessão presidencial. O ex-juiz-federal divulgou nota oficial dizendo que, neste momento, coloca sua candidatura à sucessão presidencial de lado em nome da unidade do partido.
No União Brasil, antigos integrantes do DEM defendem que Moro se lance candidato a deputado federal por São Paulo e que o partido não lance um nome à sucessão ao Palácio do Planalto.
Debate
A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.
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