Movimentos de Doria e Moro alteram tabuleiro eleitoral, mas não embalam 3ª via
Pré-candidato do PSDB aprofundou desconfianças sobre seu nome e resistências do próprio partido; já ex-juiz definiu desistência como ‘recuo estratégico’


João Doria usou a joia da coroa do PSDB, o governo de São Paulo, para forçar o partido a manter, ao menos no papel, o apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República.
Ele conseguiu o que queria, uma garantia de papel passado, mas aprofundou sobremaneira a desconfiança da política sobre seu nome, suas intenções e as resistências do próprio PSDB aos seus métodos, piorando o ambiente partidário.
No mesmo dia, quinta-feira (31), Sergio Moro fez o que definiu a aliados como um recuo estratégico. Para se filiar ao União Brasil, disse abrir mão, “neste momento”, da candidatura presidencial. Ele agora tenta emplacar a tese de que o movimento foi calculado para construir unidade da terceira via em torno de seu nome, mas não será fácil manter-se na corrida presidencial.
A nova sigla de Moro, o União Brasil, é feita da somatória de DEM e PSL, e a primeira sigla tem fortes objeções ao projeto do ex-juiz. Todas essas movimentações e seus impactos na corrida eleitoral são o tema do Horário de Brasília de hoje, apresentado por Daniela Lima e Renata Agostini.
O podcast é transmitido ao vivo e com vídeo no site da CNN Brasil e no canal da emissora no YouTube, às sextas-feiras, a partir de 12h30. Depois, os episódios podem ser acessados on demand nas principais plataformas de podcast: Apple Podcasts, Spotify, Amazon Podcasts e Deezer.
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