Mais de 156 milhões de eleitores vão às urnas a partir das 8h deste domingo
Brasileiros poderão escolher seus representantes pelos próximos quatro anos; votação vai até as 17h


Comícios, caminhadas, reuniões, entrevistas, lives, debates. Foram 46 dias de campanha nos quais os candidatos que disputam as eleições de 2022 passaram por maratonas para conquistar eleitores. Neste domingo (2), a partir das 8h (horário de Brasília), mais de 156 milhões de eleitores brasileiros poderão escolher seus representantes nas urnas.
A eleição presidencial tem 11 candidatos. Contudo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) concentram a maior parte das preferências, segundo as pesquisas de intenção de voto.
Desde o início oficial das campanhas, em 16 de agosto, o petista aparece à frente, seguido pelo candidato à reeleição. Segundo o agregador de pesquisas CNN/Locomotiva, Lula tem 48%, e Bolsonaro, 34%. Durante as seis semanas, os demais postulantes não conseguiram ultrapassar dois dígitos nas intenções de voto.
Nas urnas, o último a ser escolhido será o presidente. A votação segue a ordem: deputado federal, deputado estadual, senador, governador e, finalmente, presidente.
A disputa presidencial em 2022
A principal indefinição para o pleito presidencial é se haverá ou não segundo turno. Algumas pesquisas indicam que Lula poderá receber mais da metade dos votos válidos neste domingo; outras, que será necessária uma nova rodada de votação.
Por isso, a campanha do petista reforçou nas últimas semanas sua estratégia para conquistar o chamado “voto útil”.
A campanha de Bolsonaro, por outro lado, aposta em aumentar a rejeição ao adversário e ao PT para levar as eleições ao segundo turno. O presidente intensificou suas críticas a Lula nas últimas semanas com este objetivo.
Ciro também tem criticado tanto Lula quanto Bolsonaro, dizendo que os dois representam o mesmo modelo econômico, mas viu suas intenções de voto diminuírem durante a campanha; Tebet foi bem avaliada nos debates eleitorais, mas nas pesquisas não conseguiu superar Ciro e encostar nos dois líderes.
As disputas estaduais
Os brasileiros também vão às urnas para escolher os governadores de seus estados. As pesquisas de intenções de voto, porém, projetam um cenário com baixo índice de renovação.
Ao todo, 20 dos 27 governadores (74%) concorrem à reeleição. Segundo pesquisas de intenções de voto, dez deles têm chances de vencer já no primeiro turno; outros nove estarão no segundo turno, caso as projeções se concretizem.
As eleições para governos também refletem a polarização. Em diversos estados, os candidatos de Lula e Bolsonaro encabeçam a disputa. É o caso de dois dos maiores colégios eleitorais do país: em São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) lideram; no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) e Marcelo Freixo (PSB) estão à frente.
Corrida pelo Legislativo
A disputa pelo Congresso é menos previsível em termos de renovação. No Senado, um terço das cadeiras (27) estão em disputa. Os titulares de 13 delas (48%) buscam a reeleição neste ano.
Já na Câmara dos Deputados, 455 dos 513 parlamentares (88%) em fim de mandato tentam permanecer no cargo. Por outro lado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 10.467 candidaturas para a Casa — o maior número desde a redemocratização.
A Justiça Eleitoral recebeu mais de 29 mil pedidos de registros para as eleições de outubro. A maior parte deles (16 mil) foi de candidatos a deputado estadual.
Para a Câmara dos Deputados e as Assembleias Legislativas, diversas siglas apostam em nomes identificados com os presidenciáveis como “puxadores de votos”.
Projeções de renovação não tratam apenas da aparição de “caras novas”, mas também de “caras diferentes”. Segundo dados do TSE, as eleições deste ano registraram um recorde de candidaturas de pessoas negras e mulheres.
Dentre as candidaturas registradas, 50,2% foram de pessoas negras — é a primeira eleição em que há mais negros do que brancos (48,2%). Já as mulheres são 34% dos postulantes.
Fotos — Os candidatos e as candidatas a presidente em 2022
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília - 20/06/2022 • CLÁUDIO REIS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, governou o país entre 2003 e 2010 e é o candidato do PT • Foto: Ricardo Stuckert
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O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) tenta chegar ao Palácio do Planalto pela quarta vez • FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Simone Tebet cumpre o primeiro mandato como senadora por Mato Grosso do Sul e é a candidata do MDB à Presidência • Divulgação/Flickr Simone Tebet
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Felipe d'Avila, candidato do partido Novo, entra pela primeira vez na corrida pela Presidência • ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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José Maria Eymael (DC) já concorreu nas eleições presidenciais em 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018, sempre pelo mesmo partido • Marcello Casal Jr/Agência Bras
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Vera Lúcia volta a ser candidata à Presidência da República pelo PSTU. Ela já concorreu em 2018 • Romerito Pontes/Divulgação
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Leonardo Péricles, do Unidade Popular (UP), se candidata pela primeira vez a presidente • Manuelle Coelho/Divulgação/14.nov.2021
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Sofia Manzano (PCB) é candidata à Presidência da República nas eleições de 2022 • Pedro Afonso de Paula/Divulgação
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Senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), candidata à Presidência da República - 02/08/2022 • ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Padre Kelmon (PTB) assumiu a candidatura à Presidência após o TSE indeferir o registro de Roberto Jefferson (PTB) • Reprodução Facebook