Leite tem até fim do mês para decidir se disputa eleições presidenciais pelo PSD
Governadores podem renunciar aos mandatos até o dia 2 de abril para concorrer a outros cargos


O presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, voltou a afirmar que quer o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, como candidato à Presidência da República pelo partido. A afirmação foi feita neste domingo (13), no Rio de Janeiro, durante a cerimônia de filiação do advogado e ex-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Felipe Santa Cruz, apresentado como pré-candidato do PSD ao governo do estado.
Leite, atualmente no PSDB, está cumprindo uma agenda nos Estados Unidos, e deve voltar ao Brasil nesta segunda-feira (14). Segundo o calendário eleitoral, o presidente da República, os prefeitos e governadores tem até o dia 2 de abril para renunciar aos respectivos mandatos caso pretendam concorrer a outros cargos. Por isso, a decisão de Leite deve ser anunciada até o fim do mês.
Em seu discurso neste domingo, Kassab, no entanto, não informou qual nome cogita para a função, caso Leite não aceite o convite do PSD.
“O PSD vai ter um candidato à Presidência da República. Todo o nosso esforço é para que seja o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. O meu sentimento é que ele será e que poderá contribuir muito. Com o nosso esforço, caso ele se eleja a presidente da República, vai ajudar a mudar o Brasil”, afirmou.
A possível migração de Leite para o PSD e pré-candidatura à Presidência também tem o apoio do prefeito do Rio e presidente estadual do partido, Eduardo Paes.
“Se ele vier para o PSD, será nosso candidato à Presidência. Eu participei desse convite que o presidente Kassab fez a ele há três, quatro semanas. Torço muito para que isso aconteça, agora é aguardar a resposta do Eduardo Leite”, disse Paes.
Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Leite recebeu bem o convite e o partido está confiante para oficializar a união.
“Eu percebi nele muita alegria em ser candidato a presidente da República. A gente percebe que tem um vazio. Tem dois candidatos que são francos favoritos a segundo turno: um ex-presidente (Lula) e o atual presidente (Bolsonaro), mas tem um espaço na política nacional para uma força que representa mudança, renovação e propostas concretas. Eu acho que Eduardo Leite se encaixa nesse perfil. Ele sendo candidato, nós vamos aceitar tanto o apoio de Lula como o de Bolsonaro em um (possível) segundo turno”, complementou Paes.
O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desistiu, na última quarta-feira (9), da pré-candidatura, anunciada em novembro do ano passado. Ele fez o anúncio no plenário da Casa.
“Nesse cenário, tenho que me dedicar a conduzir o Senado para à tão desejada recuperação e reconstrução desse país. O cargo a mim confiado está acima de qualquer ambição eleitoral, meus compromissos são urgentes, inadiáveis e não compatíveis com vaidades”, afirmou o presidente do Senado.
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