Fernando Molica: Dinheiro destinado para campanhas eleitorais é excessivo
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (26), o comentarista Fernando Molica analisou o fundo eleitoral de 2022 no valor de R$ 4,9 bilhões
No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (26), o comentarista Fernando Molica analisou o Fundo Eleitoral de 2022 no valor de R$ 4,9 bilhões.
O valor do Fundo Eleitoral previsto na Lei Orçamentária Anual de 2022 corresponde, para efeitos de comparação, a sete vezes o que foi pago pelo governo federal em 2021 em ações orçamentárias para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Para Molica, o valor do Fundo destinado as eleições de 2022 é muito maior do que o necessário, mas que é difícil comparar esse gasto com outros do funcionalismo público. Ele também criticou os luxos que são feitos com verbas de contribuintes.
“O dinheiro destinado para as campanhas eleitorais é excessivo, é muito dinheiro. Mas é muito difícil comparar com o recebido pela Anvisa.”
A gente tem uma tradição no Brasil de o alto funcionalismo público ou pessoas com cargos na administração pública, de eles se acharem no direito de que a sociedade deve arcar com seus luxos. Isso não vem de agora, vem de muito tempo. Tem uma cultura brasileira nisso.”
Apesar de acreditar que o gasto com as eleições seja excessivo, Molica disse que esse gasto é necessário para o funcionamento da democracia.
“Financiamento eleitoral é um financiamento à democracia. É o custo da democracia. O financiamento público permite a partidos conseguirem ao menos participar do jogo. Não é ideal.”
Brasil na OCDE
O Brasil deve começar em breve a negociação para entrada na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Embora a formalização para adesão tenha sido aprovada por unanimidade pelos embaixadores do grupo, o processo deve levar cerca de três anos. Formada por 38 países, a OCDE é conhecida internacionalmente como um “clube dos ricos”, mas também possui economias emergentes da América Latina entre os membros.
Sistema de Valores a Receber
O Banco Central (BC) precisou suspender temporariamente o Sistema de Valores a Receber no seu site. Após ser liberado na segunda-feira (24), a plataforma saiu do ar pelo excesso de acesos. O BC informou que a medida foi necessária para estabilizar os canais de atendimento, que podem devolver cerca de R$ 8 bilhões “esquecidos” à população.
Troca de Sergio Moro
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (Podemos) vem enfrentando resistência de uma ala do União Brasil, futuro partido que poderá contar com o pré-candidato à presidência. O União nascerá da fusão entre PSL e DEM, que, segundo apuração da analista da CNN Thais Arbex, apresenta mais ressalvas contra o nome de Moro. Na avaliação do partido, o combate à corrupção – principal bandeira do ex-juiz – está longe da realidade do eleitor brasileiro.
O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.
As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.