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    Dino rebate Lira e diz que investigação “bem feita” é mais eficiente contra o crime organizado

    Na terça-feira (19), presidente da Câmara dos Deputados afirmou que Polícia Federal (PF) "não quer trocar tiro com bandido" e busca ações que repercutem na mídia

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)
    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) STF/Câmara dos Deputados

    Estadão Conteúdo

    Julia Camim, especial para o Estadão, do Estadão Conteúdo

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino se manifestou no X (antigo Twitter), na tarde de quarta-feira (20), em relação às declarações do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que disse que Polícia Federal (PF) “não quer trocar tiro com bandido”.

    Para Dino, investigação “bem feita” enfrenta melhor o crime organizado do que as “balas perdidas”.

    A publicação do ministro do STF alega que a “atuação coordenada das Polícias e do Ministério Público, e a supervisão judicial cabível, faz mais pelo enfrentamento ao crime organizado do que milhares de tiros a esmo”.

    A afirmação de Lira se deu durante um jantar da Frente Parlamentar do Empreendedorismo na noite de terça-feira (19). O parlamentar disse que a PF tenta “se desviar do foco”, buscando ações que repercutem na mídia, e que o trabalho de combate ao tráfico de drogas, armas e seres humanos no Brasil é ineficaz.

    A fala se deu após o empresário Luis Henrique Guimarães, conselheiro das empresas Cosan, Moove, Compass e Vale, criticar a falta de segurança pública no país.

    Para o presidente da Câmara, é preciso ainda integrar as polícias brasileiras para evitar situações como as fugas da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

    Os dois presidiários, integrantes do Comando Vermelho, ainda não encontrados, apesar de mais de 30 dias de buscas na região. Lira afirmou que a PF precisa agir onde é mais difícil de combater o crime organizado.