Candidatos a presidente falam sobre aliança com o Centrão e o presidencialismo de coalizão
Formação de uma base aliada consistente tem sido elemento essencial para garantir o cumprimento dos mandatos
Os presidentes brasileiros têm recorrido a alianças no Congresso para aprovar projetos e garantir a própria sobrevivência no poder. Isso é conhecido como presidencialismo de coalizão, termo cunhado por Sérgio Abranches, sociólogo e cientista político brasileiro.
Por um lado, a formação de uma base aliada consistente tem sido elemento essencial para garantir o cumprimento dos mandatos – no período da redemocratização, presidentes que se relacionaram mal com o Congresso sofreram processos de impeachment.
Por outro, a formação de alianças com partidos que priorizam cargos no governo e verbas muitas vezes é fonte de casos de corrupção e desvios.
A CNN perguntou aos candidatos à Presidência da República o que eles pensam sobre alianças com o Centrão e o presidencialismo de coalizão.
Confira abaixo as respostas:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT):
O candidato não respondeu até o momento da publicação.
Jair Bolsonaro (PL):
O candidato não respondeu até o momento da publicação.
Ciro Gomes (PDT):
O candidato não respondeu até o momento da publicação.
Simone Tebet (MDB):
A candidata não respondeu até o momento da publicação.
Pablo Marçal (Pros):
O candidato não respondeu até o momento da publicação.
Felipe d’Avila (Novo):
A aliança com o Centrão é sintoma de um governo que não tem convicção no que defende. O presidencialismo de coalizão deve ser construído em torno de um projeto de país, e não entregando cargos, ministérios e uma fatia bilionária do orçamento por meio das emendas de relator.
Quando o governo sabe o que quer e compra as brigas certas, é capaz de mobilizar a população e a opinião pública sem precisar desse jogo sujo do “toma-lá-da-cá”. Sempre que houve uma mudança importante no Brasil, foi desse jeito. Um governo republicano se constrói com coragem e convicção.
José Maria Eymael (DC):
Como candidato à Presidência da República, defendo o relacionamento harmônico entre os poderes.
Especificamente em relação ao Congresso Nacional, a relação deve ser pautada pela obediência aos princípios constitucionais, tendo sempre como objetivo maior os interesses do Brasil e dos brasileiros.
Leonardo Péricles (UP):
O candidato não respondeu até o momento da publicação.
Roberto Jefferson (PTB):
Alianças nos parlamentos são fatos normais, característicos das democracias. Não podemos confundir alianças políticas com formação de quadrilha.
Em 2018, demos o primeiro passo para superar isso tudo. Neste ano daremos outro passo e em breve esperamos estar livres disso tudo. Para tanto, basta que as pessoas de bem, no dia da eleição, saiam de casa para votar em alguém comprometido com o fim desta prática nefasta.
Esse é o papel dos cidadãos que creem em Deus, na família, na vida, na liberdade e, além disso, desejam contribuir com a sua pátria.
Sofia Manzano (PCB):
A candidata não respondeu até o momento da publicação.
Soraya Thronicke (União Brasil):
A candidata não respondeu até o momento da publicação.
Vera Lúcia (PSTU):
O Centrão, junto com a extrema-direita, é o que há de mais retrógrado na política brasileira, resquício da velha política coronelista, da troca de favores e da moral do vale tudo por cargos e poder.
A existência do Centrão é consequência do antidemocrático sistema político brasileiro que beneficia esse tipo de agrupamento e exclui partidos como o PSTU. Por isso, defendemos uma reforma política que garanta democracia, retire privilégios e incorpore a população nas decisões de poder, por meio dos conselhos populares.
O presidencialismo de coalizão existe porque os trabalhadores são apenas chamados a votar e depois são excluídos das decisões. Por isso, defendemos a participação popular através dos conselhos. Todas as decisões principais serão tomadas neles e os parlamentares terão de frequentá-los para defender suas propostas e encarar a população no debate.
Somente assim o sistema de coalizão, feito de chantagens e trocas de favores, será abolido: com o controle da população.
Debate
As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro.
O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais.
Fotos – Os candidatos a presidente em 2022
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O presidente Jair Bolsonaro (PL) participa de solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília - 20/06/2022 • CLÁUDIO REIS/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente, governou o país entre 2003 e 2010 e é o candidato do PT • Foto: Ricardo Stuckert
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O candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) tenta chegar ao Palácio do Planalto pela quarta vez • FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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Simone Tebet cumpre o primeiro mandato como senadora por Mato Grosso do Sul e é a candidata do MDB à Presidência • Divulgação/Flickr Simone Tebet
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Felipe d'Avila, candidato do partido Novo, entra pela primeira vez na corrida pela Presidência • ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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José Maria Eymael (DC) já concorreu nas eleições presidenciais em 1998, 2006, 2010, 2014 e 2018, sempre pelo mesmo partido • Marcello Casal Jr/Agência Bras
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Vera Lúcia volta a ser candidata à Presidência da República pelo PSTU. Ela já concorreu em 2018 • Romerito Pontes/Divulgação
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Leonardo Péricles, do Unidade Popular (UP), se candidata pela primeira vez a presidente • Manuelle Coelho/Divulgação/14.nov.2021
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Sofia Manzano (PCB) é candidata à Presidência da República nas eleições de 2022 • Pedro Afonso de Paula/Divulgação
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Senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS), candidata à Presidência da República - 02/08/2022 • ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
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Padre Kelmon (PTB) assumiu a candidatura à Presidência após o TSE indeferir o registro de Roberto Jefferson (PTB) • Reprodução Facebook