Bolsonaro “se comporta como pedófilo”, diz Lula ao Flow
Candidato do PT à Presidência diz ainda ser contra o aborto e volta a defender regulamentação de mídia, mas não “como Cuba”


O candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta terça-feira (18) do Flow Podcast e comentou sobre as recentes falas de Jair Bolsonaro (PL) sobre meninas venezuelanas. Para Lula, o presidente “se comporta como pedófilo”.
“Ele se comporta como se fosse (um pedófilo). O tratamento que ele dá às mulheres. Ele vai terminar o mandato de presidente e nunca reuniu um agrupamento da sociedade, nem favelado, nem trabalhador, nem sindicato, nem mulher, nem negro. Agora esse comportamento com as meninas da Venezuela, é um comportamento de um pedófilo, e ele percebeu isso. Por isso ele acordou apavorado e tentou se explicar o mais rápido possível”, disse.
A CNN Brasil entrou em contato com a assessoria do presidente Jair Bolsonaro e aguarda resposta.
Regulamentação da mídia
Lula voltou a comentar sobre a regulamentação da mídia. Segundo ele, “tem canal de televisão que só fala asneira” e defende modelos como na Inglaterra e nos Estados Unidos.
“Tem canal de televisão que só fala asneira, grosseria, só ofende. Tem que ter uma regulamentação, a última regulamentação de mídia eletrônica foi em 1962. A gente pode fazer como a legislação inglesa, a americana, ninguém quer uma regulamentação como Cuba”, disse.
Lula ainda se disse “inimigo da censura” e afirmou que, caso eleito, chamaria a sociedade para discutir o assunto.
“Eu não estou falando de censura, sou inimigo da censura. O que eu quero fazer é que tem coisas que a sociedade precisa participar. Nós precisamos chamar a sociedade para discutir”, concluiu.
Aborto
Sobre o tema do aborto, o ex-presidente disse que essa questão não é decisão do presidente, mas se colocou como contrário.
“Eu sou contra o aborto pessoalmente, mas quem tem que decidir isso é a Lei, não o presidente da República. É preciso parar com esse fetiche de inventar coisas a respeito das pessoas”, falou Lula.
Evangélicos e Bolsonaro
Com um foco maior no segundo turno, o candidato comentou sobre a base evangélica nas eleições e criticou os pastores que “agem como se fossem candidatos”, além da propagação de fake news a respeito dele.
“Os evangélicos têm muita gente séria, muitos trabalhadores, gente pobre, agora o que temos visto é determinados pastores que agem como se fossem verdadeiros candidatos, ameaçando as pessoas, ameaçando dizendo que somos contra a religião, que vamos fechar igreja. Você não tem tempo de discutir o futuro tendo que prestar conta e desmentir as mentiras que eles contam todo santo dia”, concluiu.