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    Agenda social justifica melhora de aprovação de Lula, diz líder da bancada evangélica

    Pela primeira vez desde o início da série histórica da Quaest, a aprovação a Lula nesse segmento religioso superou numericamente a desaprovação

    Thais Arbexda CNN

    Novo presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM) disse à CNN que a agenda social do governo Lula (PT) justifica o aumento da aprovação do petista entre os evangélicos.

    Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) mostrou um avanço da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os evangélicos — que, majoritariamente, votaram em Jair Bolsonaro (PL) na eleição.

    Pela primeira vez desde o início da série histórica da Quaest, a aprovação a Lula nesse segmento religioso superou numericamente a desaprovação, e agora está em 50% a 46%. O índice, porém, ainda é distante da média nacional de 60%.

    “Vejo a pesquisa de maneira natural, porque, embora as igrejas evangélicas estejam avançando para as classes A e B, nosso povo, majoritariamente, ainda é das classes C, D e E”, afirmou Câmara à CNN.

    “Ou seja, a partir de medidas como o fortalecimento do Bolsa Família e a ampliação da isenção do Imposto Renda, a população mais exposta é beneficiada. Nossa presença nessa camada é forte.”

    Câmara afirma, no entanto, que o governo precisa olhar para os resultados da pesquisa como uma janela de oportunidade para dialogar com mais clareza com a bancada evangélica. “O governo está perdendo o timming da construção desse diálogo”, diz, referindo-se à elaboração de resolução do Conselho Nacional de Saúde anunciada em julho.

    Ela estabelece diretrizes indigestas para vários evangélicos, em temas como aborto, LGBTQIA+ e maconha. Uma delas propõe reduzir para 14 anos o início da terapia hormonal em quem se reconhece transgênero. O piso no Sistema Único de Saúde (SUS), hoje, é de 18 anos.

    “Sentar para dialogar num ambiente em que já há portarias, decretos e resoluções editadas, sem que participemos das discussões, fica complicado”, afirma.

    Câmara lembra ainda que, hoje, já há no Congresso uma insatisfação das bancadas do agronegócio e da segurança pública em relação ao governo e não seria inteligente o Palácio do Planalto criar indisposição com os evangélicos.

    “Se essas três frentes criam uma sinergia, não passa mais nada no Congresso.”

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