Crescem hospitalizações por influenza no Sudeste, aponta Fiocruz
O apresentador Silvio Santos, de 93 anos, foi diagnosticado com Influenza A e segue internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo
A hospitalização por influenza aumentou na maioria dos estados da região Sudeste, de acordo com o InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz, divulgado nesta quinta-feira (18). Na estatística está o apresentador Silvio Santos, de 93 anos, que foi diagnosticado com Influenza A e segue internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.
O vírus da influenza é responsável por uma infecção aguda no sistema respiratório, conhecida popularmente como gripe, e o tipo A é o protagonista de pandemias da doença. Entre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), um a cada cinco casos positivos foi de influenza A, nas últimas quatro semanas epidemiológicas. Já entre as mortes, a proporção dobra: 40.7% para influenza A.
Até está quinta-feira (18), foram registrados 5.982 óbitos, sendo 3.243 (54.2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Entre os positivos do ano quase 30% são de Influenza A, 0.5% Influenza B, 10.2% vírus sincicial respiratório, e 55.5% SARS-CoV-2 (Covid-19).
O vírus sincicial respiratório e rinovírus também são razão de crescimento de hospitalizações. A pesquisadora do Programa de Processamento de Computação Científica (Procc/Fiocruz) e do InfoGripe, Tatiana Portella, reforça a importância da vacinação contra a Covid-19 e influenza e os cuidados com os primeiros sinais das doenças.
Em caso de aparecimento de sintomas, além de procurar um médico, é importante, se possível, ficar em casa em isolamento se recuperando e também evitando transmitir esses vírus para outras pessoas, principalmente para aquelas que fazem parte do grupo do risco e têm a chance de desenvolver um quadro mais grave dessas doenças, como idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades
Tatiana Portella. pesquisadora da Fiocruz
Seis estados apresentam crescimento de casos de SRAG na tendência de longo de seis semanas segundo o boletim:
- Amapá
- Espirito Santo
- Minas Gerais
- Pará
- Roraima
- São Paulo
Entre as capitais, dez têm sinal de crescimento
- Belém (PA)
- Boa Vista (RR)
- Cuiabá (MT)
- Macapá (AP)
- Maceió (AL)
- Porto Velho (RO)
- Rio Branco (AC)
- São Paulo (SP)
- Teresina (PI)
- Vitória (ES)
O boletim ainda informa que em alguns estados do Centro-Sul têm crescimento nos casos de VSR e o aumento nos estados de VSR e rinovírus em crianças pequenas se mantém no Norte do país.