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    Após decisão do STF, policiais federais defendem nomeação de Ramagem

    Em nota, a Fenapef diz que aguardará "a reversão" da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu indicado do presidente da República

    O delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem, indicado do presidente da República Jair Bolsonaro para assumir a direção da instituição
    O delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem, indicado do presidente da República Jair Bolsonaro para assumir a direção da instituição Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) publicou, nesta quarta-feira (29), uma nota de apoio à nomeação do delegado Alexandre Ramagem para a diretoria-geral da instituição. 

    A mensagem foi em resposta ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais, que suspendeu, na manhã de hoje, a nomeação de Ramagem para o cargo.

    “A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) declara que segue firme em seu posicionamento de acreditar que Alexandre Ramagem é um bom quadro da PF e que aguardará a reversão dessa decisão pelo Pleno do STF, permanecendo em defesa da independência e autonomia investigativa para a corporação”, afirmou a união de profissionais, ressaltando acreditar na isenção do indicado do presidente da República. 

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    Alexandre Moraes é o relator de uma ação protocolada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), que questionou a escolha do presidente Jair Bolsonaro poucos dias depois dele ser acusado pelo ex-ministro Sergio Moro de interferir politicamente na PF para ter acesso a informações sigilosas de investigações.  

    A posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, que atuou na Operação Lava Jato do Rio de Janeiro e foi coordenador de segurança de Bolsonaro durante sua campanha, estava agendada para esta quarta, às 15h. 

    “A Fenapef ressalta, ainda, que o momento exige estabilidade na PF, pois, muito além da crise política que alveja a instituição, os casos de infecção pela Covid-19 nos policiais federais seguem aumentando”, concluiu a federação, pedindo agilidade das decisões da Justiça sobre a futura liderança.