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    Três pessoas são detidas após Espanha exumar fundador do movimento fascista Falange

    Primo de Rivera, fundador do movimento espanhol pró-regime franquista, teve corpo exumado de mausoléu perto de Madri; os apoiadores fizeram a saudação fascista e cantaram hinos

    Túmulos da família Primo de Rivera são vistos no cemitério de San Isidro, em Madri, onde os restos mortais de José Antonio Primo de Rivera, fundador do partido fascista espanhol Falange, devem ser enterrados após serem exumados.
    Túmulos da família Primo de Rivera são vistos no cemitério de San Isidro, em Madri, onde os restos mortais de José Antonio Primo de Rivera, fundador do partido fascista espanhol Falange, devem ser enterrados após serem exumados. Juan Medina/Reuters (23.abr.23)

    Silvio CastellanosJuan Antonio DominguezCharlie DevereuxEmma Pinedoda Reuters

    Espanha

    Três pessoas foram presas nesta segunda-feira (24), na Espanha, depois que a polícia entrou em confronto com simpatizantes de José Antonio Primo de Rivera, fundador do movimento fascista espanhol Falange que apoiava o regime franquista, cujo corpo foi exumado de um mausoléu perto de Madri.

    A polícia trabalhou para conter cerca de 150 apoiadores da Falange reunidos em frente ao cemitério San Isidro, no sul de Madri, para onde ele foi levado para ser enterrado novamente. Eles fizeram saudação fascista e cantaram o hino falangista “Cara al Sol”.

    As três prisões foram por desordem pública, de acordo com uma fonte da polícia.

    Mais cedo, manifestantes em uma reunião menor do lado de fora dos portões do complexo anteriormente conhecido como Vale dos Caídos também fizeram a saudação fascista, ergueram faixas dizendo “José Antonio presente” e gritaram “Viva a Espanha” enquanto seu carro fúnebre passava.

    A exumação de Primo de Rivera, que ocorre após a remoção dos restos mortais do ditador Francisco Franco em 2019, faz parte de um plano para converter o complexo construído por Franco em uma montanha perto da capital em um memorial às 500 mil pessoas mortas durante a guerra civil espanhola de 1936-39.

    Os restos mortais de cerca de 34 mil pessoas, muitas delas vítimas do regime de Franco, estão enterrados anonimamente no complexo.

    O ministro da Presidência, Félix Bolaños, saudou na sexta-feira (21) a exumação. “Nenhuma pessoa ou ideologia que evoque a ditadura deve ser homenageada ou exaltada ali”, disse na ocasião.

    O partido Falange continua existindo, mas não tem assentos no Parlamento. Em 2019, o anti-imigração Vox se tornou o primeiro partido de extrema-direita a obter representação no Parlamento da Espanha desde a restauração da democracia em 1977.