Alteração da bandeira de Belo Horizonte é rejeitada por 84,32% da população
Proposta de modificação foi aprovada pelos vereadores da capital mineira em 2023, mas teve de passar por votação em referendo


Em referendo que também foi realizado no último domingo (6) –dia do primeiro turno das eleições municipais em todo o Brasil– os eleitores de Belo Horizonte rejeitaram a proposta de alteração na bandeira do município.
Entre os eleitores que votaram, 84,32% (1.086.145) rejeitaram a mudança do símbolo. Outros 15,68% (201.950) votaram a favor da proposta, enquanto 84.904 (6,05%) votaram em branco e outros 31.286 (2,23%) anularam o voto.
A votação obrigatória aconteceu após a escolha dos candidatos à prefeitura e à Câmara Municipal. Uma tela com a seguinte pergunta: “Você aprova a alteração da bandeira de Belo Horizonte?” aparecia para os eleitores, que deveria clicar o número 1 para “Sim” e o número 2 para “Não”.
A bandeira proposta para Belo Horizonte foi desenhada em 2022 pelo designer local Gabriel Figueiredo. O desenho, que foi publicado nas redes sociais, ganhou destaque e em julho de 2023, a Câmara de Belo Horizonte aprovou a criação de uma nova bandeira para a cidade.
Apesar de aprovada pelos vereadores, Belo Horizonte só poderia oficializar a nova bandeira por meio de um referendo popular. A câmara, então, solicitou em abril deste ano ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) um pedido para que o referendo acontecesse durante as eleições. O pedido foi aprovado.
Atualmente, Belo Horizonte tem cerca de 50 unidades de bandeiras fixadas em prédios da prefeitura e das secretarias municipais. Segundo a administração municipal, os custos para implementar a mudança girariam entre R$10 mil a R$ 15 mil, já que cada unidade custaria de R$ 200 a R$ 300.
A atual bandeira da capital mineira existe há quase 30 anos. Ela é composta por um fundo branco com o brasão da cidade por cima. A nova proposta trazia um quadrado dividido na diagonal, metade verde, representando a Serra do Curral, e metade azul, representando o céu, e o sol. Os elementos já estavam presentes no brasão da cidade e foram trazidos de forma mais minimalista.
“O potencial de uma bandeira, enquanto símbolo visual representativo de um grupo ou território, é enorme, mas para que esse potencial seja atingido, a bandeira precisa colaborar. Foi daí que veio a ideia para o projeto”, explicou Gabriel em uma de suas publicações nas redes sociais.
Nenhum dos desenhos foi exibido nas urnas no momento da votação. A divulgação aconteceu apenas em cartazes fixados nas sessões eleitorais e também e nas redes sociais.
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