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    Reservatórios têm melhor patamar desde 2012, mostra ONS

    "Tranquilidade" de 2022, no entanto, não foi causada por chuvas mais intensas, mas por uma melhor gestão da vazão de algumas usinas

    Denise Luna, do Estadão Conteúdo

    Depois da pior crise hídrica no país em 91 anos, vivida em 2021, o Brasil atravessa a melhor situação nos reservatórios das hidrelétricas desde 2012, que chegarão ao período seco este ano com níveis médios de armazenagem entre 40% e 50%, ante 17% no mesmo período do ano passado, informou ao Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, Luiz Ciocchi, diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS).

    A “tranquilidade” de 2022, no entanto, não foi causada por chuvas mais intensas, mas por uma melhor gestão da vazão de algumas usinas, disse Ciocchi.

    “Desde 2012, não tinha uma situação tão confortável como temos agora, e não é por uma chuva excepcional. A chuva foi boa no tempo chuvoso, toda a estação úmida que começou no ano passado começou na hora certa, enquanto em 2020/2021 atrasou bastante”, explicou o executivo.

    As termoelétricas, que chegaram a significar metade da geração de energia do país no ano passado, este ano serão pouco usadas. No momento, mesmo em pleno período seco, respondem por pouco mais de 14% do total gerado.

    O controle de vazão teve como foco as bacias do Rio Grande e do Rio Paraná, consideradas a “caixa d’água” do Brasil. Ciocchi destaca que a usina de Furnas, maior reservatório do país, chegou a atingir 80% do volume total, mas agora começa a perder volume até novembro, início do período chuvoso.

    Em São Paulo, as usinas de Jupiá e Porto Primavera também reduziram a vazão para poupar energia para o período seco, após uma “ampla discussão com a ANA (Agência Nacional de Águas) e o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais)”, conta Ciocchi.

    Segundo o executivo, era impossível fazer a administração desses reservatórios com a liberação de 4.900 metros cúbicos de água por segundo das usinas. “Hoje, está em 3.900 metros cúbicos, e já chegou a operar em 2.900.”

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.