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    IGP-10 registra queda de 0,13% em agosto, mostra FGV

    Deflação veio abaixo do esperado pelo mercado, que esperava uma taxa negativa de 0,25%

    IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência
    IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência 17/02/2020REUTERS/Jorge Adorno

    Da Reuters

    A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou queda de 0,13% em agosto, depois de recuar 1,10% no mês anterior, com a deflação perdendo força diante da retomada da pressão dos preços de algumas commodities.

    A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV), era de uma taxa negativa de 0,25%.

    Assim, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses queda de 7,37%, contra recuo recorde de 7,89% em julho.

    O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, caiu 0,20% em agosto, depois de recuo de 1,54% no mês anterior.

    “Assim como a soja (de -3,07% para 5,98%), commodity de maior peso no IPA, contribuiu para a redução da deflação registrada pelo IGP-10, outros produtos de peso relevante no índice ao produtor também o fizeram”, disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços, citando bovinos (de -2,87% para 0,72%), milho em grão (de -9,49% para -0,67%) e café (de -10,99% para -7,43%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, teve no mês variação negativa de 0,01%, de avanço de 0,02% em julho, com destaque para o recuo de 0,72% nos preços de alimentos em agosto, após queda de 0,17% antes.

    O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez subiu 0,17% em agosto, contra ganho de 0,01% em julho.

    O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

    Veja também: Inflação desacelera e pressiona BC a reduzir a taxa Selic