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    CMN se reúne nesta quinta (29) para debater possíveis mudanças na meta de inflação

    Colegiado é formando pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento), além do presidente do BC, Roberto Campo Neto

    Tainá Farfanda CNN , Em Brasília

    O Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne nesta quinta-feira (29) para debater a possibilidade de estabelecer um novo prazo de referência para o sistema de metas da inflação.

    Há uma expectativa de que seja alterado o modelo vigente, o que poderia modificar os parâmetros para a trajetória dos juros nos próximos anos — principal preocupação do governo para estimular a economia.

    Formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Planejamento, Simone Tebet, além de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), o colegiado tem como principal missão definir as diretrizes da política monetária do país.

    O encontro de quinta-feira será a primeira reunião de Campos Neto com Haddad após a manutenção dos juros básicos do país em 13,75% ao ano, de acordo com decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na semana passada.

    O ministro tem defendido publicamente a mudança para um sistema no qual a meta de inflação seja contínua.

    Atualmente, ela é definida seguindo o ano-calendário. Caso a alteração se confirme, a meta da inflação seria perseguida por um período mais longo, que pode variar de 18 a 24 meses.

    O governo acredita que essa metodologia traria maior estabilidade e previsibilidade para a política monetária, permitindo que o BC faça ajustes mais graduais de controle inflacionário.

    O sistema de metas busca um parâmetro de referência para as expectativas, fazendo com que o BC tome medidas para tentar trazer a inflação para esse patamar.

    Os alvos para 2024 e 2025 é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

    Na reunião de amanhã, o conselho monetário avaliará esse nível, e também estabelecer a meta para 2026.

    Caso confirmada, a mudança na política de verificação do cumprimento deve seguir o padrão internacional, deixando para o BC a definição do horizonte de convergência.

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