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    China deve crescer 6,0%, apoiada por políticas fiscal e monetária, diz OMC

    Entidade destaca o papel chinês na economia global e as mudanças estruturais de longo prazo em andamento

    Gabriel Bueno da Costa, do Estadão Conteúdo

    A Organização Mundial de Comércio (OMC) projeta que a China cresça 6,0% neste ano, após contração de 6,8% em 2020, com o apoio de medidas de políticas fiscal e monetária para se contrapor aos impactos da Covid-19.

    No relatório Revisão da Política de Comércio do país, a entidade destaca o papel chinês na economia global e as mudanças estruturais de longo prazo em andamento, com o setor de serviços representando agora cerca de 55% do PIB (Produto Interno Bruto) chinês.

    A pandemia foi um forte choque para a economia local, diz a OMC, com os setores de serviços financeiros e tecnologia da informação como as exceções.

    A partir de meados de 2020, a China começou uma recuperação, sustentada por investimento público e pelo comércio internacional.

    “Reações políticas rápidas fiscal e monetária ajudaram a mitigar o impacto econômico da pandemia da Covid-19, mas como resultado das medidas de estabilização do governo podem ter aumentado os riscos à estabilidade financeira”, alerta.

    A OMC diz que a estabilidade dos preços continua a ser o principal motivo da política monetária. Ela destaca ainda que o fluxo de investimento direto continuou a crescer entre 2016 e 2019, mas a um ritmo menor que em períodos anteriores.

    Além disso, no período da revisão o país continuou a liberalizar seu setor financeiro, para permitir maior participação estrangeira, afirma a OMC.

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