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    61% dos endividados fazem “rodízio” para pagamento de contas do mês, revela pesquisa

    Levantamento mostra que maioria dos inadimplentes escolhe qual dívida pagar no mês usando como base o valor dos juros e o quanto podem atrasar

    Dívidas também impactam negativamente no estado emocional do indivíduo, causando estresse e conflitos familiares em mais de 60% dos brasileiros
    Dívidas também impactam negativamente no estado emocional do indivíduo, causando estresse e conflitos familiares em mais de 60% dos brasileiros Foto: David Sacks / Getty Images

    Luiza Palermoda CNN*

    Em São Paulo

    O rodízio de contas é um hábito que faz parte da vida de 61% das pessoas endividadas no Brasil. O dado é do levantamento feito pelo Instituto Locomotiva, que também mostra que a falta de planejamento financeiro é um dos grandes problemas dos brasileiros.  

    Dessa forma, a maioria dos inadimplentes escolhe qual dívida pagar no mês usando como base o valor dos juros e o quanto podem atrasar.

    Atualmente, as taxas de juros dos cartões de crédito chegam a mais de 400% ao ano. Uma dívida de R$ 1.000 contraída em janeiro, por exemplo, pode chegar a R$ 5.000 em dezembro. 

    Já no cheque especial, as taxas de juros totalizam mais de 100% ao ano. Com isso, uma dívida de R$ 1.000 em janeiro pode fechar em R$ 2.300 no final do ano. 

    Segundo a pesquisa, a inadimplência também impacta negativamente no estado emocional do indivíduo, causando estresse e conflitos familiares em mais de 60% dos brasileiros.

    O levantamento também apontou que apenas 21,9% das pessoas se sentem preparadas para lidar com uma despesa inesperada. 

    Educação financeira

    Para o educador financeiro Fernando Lamounier, a educação financeira é a solução para organizar melhor os gastos e evitar estresses.

    “A consciência de gastos e o planejamento para realização de grandes projetos beneficia não apenas o detentor do dinheiro, mas todos ao seu redor”, diz.

    O uso da regra “50, 30, 20”, por exemplo, ajuda na organização das finanças e prioriza as despesas mais importantes, evitando o endividamento, orienta Lamounier.

    Ela separa o orçamento em três partes: 50% para gastos fixos e essenciais, 30% gastos variáveis e que podem ser cortados caso necessário e 20% para investimentos ou criação de um fundo de reserva.  

    “A reserva de emergência deve ser encarada com seriedade”, ressalta o educador. O especialista também alerta para a importância de acompanhar de perto as receitas e as despesas para poder se manter sempre no azul.

    “Identificar os pontos de melhoria, analisar o mercado e traçar os seus objetivos é o básico para o planejamento anual, assim você estará preparado para longos períodos e evitará endividamentos”, completa. 

    *Sob supervisão de Ana Carolina Nunes