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    Raquel Landim
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    Raquel Landim

    Com passagens pelos principais jornais do país como repórter especial e colunista, recebeu o prêmio “Jornalista Econômico” de 2022 pela Ordem dos Economistas do Brasil

    Estado de São Paulo e capital têm redução de casos de estupro em fevereiro

    Levantamento da SSP faz comparativo com o mesmo período de 2023 e queda chega a 20,2%

    Os registros dos crimes de estupro e estupro de vulneravam caíram em todo o estado de São Paulo em fevereiro deste ano. Este tipo de crime é um dos mais sub notificados do país.

    Em comparação com o mesmo mês de 2023, a queda foi de 10,8% e representa a primeira queda dos últimos sete meses para essa modalidade de crime.

    Na capital paulista a diferença foi ainda mais expressiva, chegando a uma queda de 16,3%. Enquanto no ano passado foram 263 casos, em fevereiro deste ano o número caiu para 220.

    Com uma diferença ainda maior, na Grande São Paulo a diminuição foi de 20,2%, de 213 para 170. Enquanto isso, no interior do estado, foram 605 ocorrências em fevereiro, 29 casos a menos do que em fevereiro do ano passado.

    O levantamento da Secretaria de Segurança Pública também analisou o primeiro bimestre do ano e concluiu que 2024 abriu com 76 casos a menos na comparação com o ano anterior. Foram 2.267 em janeiro e fevereiro de 2023 contra 2.191 neste ano, representando uma redução de 3,4%.

    Subnotificação

    Apesar da quantidade de registros ainda ser assustadora, na avaliação da SSP, a queda representa um avanço, mesmo considerando a enorme quantidade de casos que seguem sem denúncia, seja pela dificuldade em denunciar, seja pela cultura do estupro que impede as sobreviventes do crime.

    Em nota, a secretaria afirma que “o papel do estado é fortalecer a confiança das vítimas nos órgãos públicos para encorajar que denunciem os agressores, por isso, há uma rede de apoio extensa para acolher as vítimas e investigar os suspeitos”.

    Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública do estado de São Paulo, a estratégia que está sendo adotada é direcionada ao suporte às vítimas, como a ampliação das equipes especializadas das Delegacias de Defesa da Mulher.

    “Não queremos que esses crimes aconteçam. Mas, uma vez registrados, nosso dever é fornecer uma resposta rápida e eficaz à sociedade para identificar e colocar esses criminosos atrás das grades. No estado de São Paulo, agressores de mulheres não ficarão impunes”, afirma o secretário.

    (Com colaboração de Letícia Cassiano)