Relator da LDO diz que emenda para comprar passagens com dinheiro público é “justa”
Avaliação do deputado Danilo Forte (União-CE) é de que ministros ganham "pouco"
O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), afirmou, nesta terça-feira (21), que vai acatar no relatório uma emenda que permite que ministros do Executivo e do Supremo Tribunal Federal (STF) utilizem dinheiro público para comprar passagens aéreas e diárias para estados de origem mesmo que não tenham agenda oficial no local.
Segundo o parlamentar, os salários dos ministros seria insuficiente para que comprassem as passagens. Desde 1º de abril de 2023, a remuneração de ministros, presidente, vice e parlamentares é no valor de R$ 41.650,92. Para Forte, a medida é “justa”.
“Isso foi pedido porque sai muito mais caro (uma passagem aérea) pela FAB (Força Aérea Brasileira). Dar a passagem daqui de Brasília para qualquer canto do Brasil, sai muito mais barato do que pegar jatinho da FAB para levá-los”, disse.
Ao ser questionado se os ministros não poderiam comprar as passagens com o próprio salário, Forte argumentou que é “bem complicado” e que os valores recebidos seriam “pouco”. Segundo Forte, a emenda não é imoral, nem ilegal. Mas, justa.
“Com salário dele é bem complicado não? Porque o salário já é bem pouco, né? Eu acho que é justo. Eu acho que não é imoral, não é ilegal. Eu acho que é justo numa atividade pública. É melhor do que ele estar burlando a lei, inventando evento no estado pra poder ir no avião da FAB e sair muito mais caro. Uma passagem daqui pra Fortaleza, ida e volta, são R$ 3 mil. Se for no avião da Fab é cem mil. Qual é a conta que é melhor pro país?”, perguntou.
A emenda foi apresentada nesta segunda-feira (21) pelo líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).