Para reduzir resistência a Lula, campanha discute acenos a evangélicos e agronegócio
Petistas discutem produzir material direcionado aos evangélicos; para o agronegócio, sigla deve dedicar espaço nas propagandas partidárias a propostas de financiamento para o produtor rural
Para o segundo turno, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discute a possibilidade de acenos na tentativa de diminuir a resistência ao petista junto ao segmento evangélico e ao agronegócio.
A avaliação petista é de que a falta de interlocução com os dois grupos foi o que impediu uma maior vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno.
A campanha acredita que esse fator levou o petista a sofrer derrotas tanto na Região Sul, onde o agronegócio tem grande participação na atividade econômica, como no Rio de Janeiro, onde o segmento evangélico tem maior presença.
Na tentativa de aumentar os canais de diálogo com os religiosos, a campanha petista discute a produção de material – tanto impresso como nos palanques eletrônicos, televisão e rádio – focado no segmento evangélico.
A ideia é que o material lembre que o governo petista respeitou a liberdade religiosa e que Lula tem diálogo com todos os segmentos, inclusive com pastores evangélicos. E que é uma informação inverídica a de que ele pretende fechar templos evangélicos.
Para o agronegócio, dirigentes petistas defendem que Lula marque maior presença no Centro-Oeste e dedique espaço nas propagandas partidárias a propostas de financiamento para o produtor rural.
O esforço de Lula tem sido o de se aproximar do campo de centro, com o objetivo de capitanear a transferência de votos das candidaturas de Ciro Gomes e de Simone Tebet.