Você divide sua Oreo? Pesquisadores explicam como fazer o recheio grudar em um lado
Pesquisadores dos Estados Unidos criaram um "Oreometro", um dispositivo projetado para dividir o biscoito com uma quantidade cientificamente precisa


Oreologia: O estudo do sanduíche de biscoito recheado com creme. Não ouviu falar? Bem, você provavelmente já estudou – tentando descobrir a melhor experiência de como comer Oreo.
Quer você prefira o recheio intacto em metade da bolacha ou espalhado uniformemente ao abri-lo, os pesquisadores fizeram a difícil pergunta: como você garante que a Oreo fique do jeito que deseja todas as vezes?
“Quando eu era pequena, tentei girar as duas partes da bolacha para dividir o creme uniformemente, para que ficasse um pouco nas duas metades – o que na minha opinião é muito melhor do que ter um lado com muito creme e outro com quase nenhum. Mas, era difícil fazer isso manualmente”, disse Crystal Owens, principal autora de um estudo publicado na terça-feira (19) na revista American Institute of Physics e pesquisadora em engenharia mecânica do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.
Então, ela foi além. Os pesquisadores criaram um “Oreometro”, um dispositivo projetado para dividir o biscoito com uma quantidade cientificamente precisa de torque (uma medida de força usada para girar um objeto).
A esperança era que, com a torção perfeita, os pesquisadores pudessem manipular o recheio do biscoito para distribuir uniformemente entre os dois lados. Infelizmente, eles não podiam.
“Aprendemos, infelizmente, que mesmo que você torça uma Oreo perfeitamente, o creme quase sempre acaba em uma das duas bolachas, com uma delaminação do creme, e não há uma maneira fácil de dividi-la entre as bolachas”, disse Owens. Para aqueles de nós que não são cientistas especializados em Oreo, delaminação é quando algo se divide em camadas.
Se você conseguir separar o biscoito uniformemente, provavelmente não foi o resultado de seu trabalho delicado e preciso, de acordo com o estudo. Isso tem mais a ver com o nível de adesão entre o creme e o biscoito, que é alterado por algum fator antes de chegar às suas mãos.
O que isso poderia ser é uma questão para um estudo posterior.
“Nós sequer poderíamos responder a todas as perguntas que alguém poderia fazer sobre Oreos ou bolachas, e é por isso que fizemos nosso Oreometro, para que qualquer pessoa com acesso a uma impressora 3D possa fazer outras medições”, disse Owens.
Ciência séria para uma pergunta boba
Randy Ewoldt, professor de engenharia mecânica da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, estava revisando o estudo uma noite quando seu filho de 11 anos espiou por cima do ombro.
Ele sabe que seu pai trabalha em reologia, um ramo da física que estuda o fluxo de matéria entre líquidos e sólidos, mas como a maioria das crianças, o trabalho de seu pai não prende seu interesse por muito tempo. Até que ele viu a palavra Oreo no papel.
“Quando falamos sobre a física de materiais complicados, e existem muitos, o creme de biscoito Oreo é acessível a muitas pessoas imediatamente”, disse Ewoldt. “Para trazer as pessoas para um mundo muito mais complicado, isso pode servir como uma porta de entrada.”
O estudo está na mente de Owen toda vez que ela come uma Oreo, e agora ela espera que isso deixe as pessoas de fora do campo curiosas também.
“Espero que as pessoas possam usar essas informações para melhorar a ingestão de biscoitos quando abrem um Oreo ou quando o mergulham no leite”, disse Owens. “Espero que as pessoas também possam se inspirar para investigar outros quebra-cabeças na cozinha de maneiras científicas.
“A melhor pesquisa científica, mesmo no MIT, é motivada pela curiosidade de entender o mundo ao nosso redor, quando alguém vê algo estranho ou desconhecido e se dá ao trabalho de pensar ‘Eu me pergunto por que isso acontece assim?'”