Pedro Côrtes: Entenda o que é sensação térmica
Analista de Clima e Meio Ambiente da CNN explica como é calculada a sensação térmica e alerta sobre os cuidados necessários durante ondas de calor
Com a chegada da terceira onda de calor do ano no Brasil, afetando estados como São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, surge a necessidade de compreender melhor o conceito de sensação térmica e seus impactos na saúde da população.
O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, explica que a sensação térmica é calculada através de uma tabela que leva em consideração não apenas a temperatura, mas também a umidade do ar.
“Quando o clima está quente, mas muito seco, isso favorece a evaporação do suor. E é assim que o corpo humano troca calor com o ambiente”, esclarece Côrtes.
Impactos na saúde e no meio ambiente
O calor extremo pode ter efeitos significativos tanto na saúde humana quanto no meio ambiente.
Crianças pequenas e idosos são os grupos mais vulneráveis, pois tendem a esquecer de se hidratar adequadamente.
“Não precisa sentir sede para tomar água, fazer uma hidratação constante, de hora em hora, para manter o corpo hidratado”, alerta o especialista.
Em relação ao meio ambiente, temperaturas muito altas por períodos prolongados podem ressecar a vegetação, tornando-a mais propensa a incêndios.
Côrtes adverte sobre os riscos de queimar lixo em áreas próximas a matas secas, pois um pequeno foco pode se transformar rapidamente em um grande incêndio.
Mudanças na rotina e medidas de proteção
As altas temperaturas forçam a população a adaptar suas rotinas diárias.
No Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas buscam trajetos que incluam paradas em locais com ar-condicionado para se refrescar. A prefeitura instala pontos de hidratação e refrigeração para auxiliar os cidadãos.
O uso de protetor solar é fundamental, mesmo quando não há exposição direta ao sol, para prevenir o câncer de pele.
Além disso, é importante evitar a exposição ao sol nos horários de pico de calor, geralmente entre 10h e 15h.
Com a tendência de aumento na frequência e intensidade das ondas de calor, especialistas alertam para a necessidade de discussões sobre mudanças climáticas, tema que será abordado na próxima COP30, a ser realizada no Brasil, no coração da Amazônia.