Hidratação e cuidados com a pele amenizam efeitos do tempo seco, explica médico
No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes falou sobre riscos para a saúde quando há baixa umidade relativa do ar
Na edição desta quarta-feira (18) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os perigos do tempo seco e os cuidados que devemos ter com a saúde.
A semana é marcada pela elevação de temperatura e queda na umidade em boa parte do Brasil. Em alguns lugares do país, o índice de umidade relativa do ar deve ficar abaixo dos 20%, o que é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um estado de alerta. Em situação mais crítica, Cuiabá (MS) registrou umidade relativa em torno dos 10%.
“A umidade do ar é importante para a manutenção da saúde. Existe risco de desidratação, sangramento, problemas relacionados com a parte respiratória, manifestação de alergia e a pele também pode ficar comprometida”, explicou o médico sobre os riscos da baixa umidade relativa do ar.
Por isso, Gomes destacou os cuidados básicos para proteger a saúde dos efeitos do tempo seco.
- Hidratação;
- Higiene doméstica;
- Umidificar ambientes;
- Uso de soro fisiológico.
O médico reforçou que a hidratação vale tanto para a ingestão de água quanto para os cuidados com pele. “[Ela] é um órgão super importante para nossa proteção e evitar banho quente também ajuda a não ressecá-la”, disse.
O tempo seco também pode dar a sensação de ardência nos olhos, nariz e boca. “A mucosa deve ficar umidificada para funcionar bem e, se está sendo prejudicada, aumenta a chance de pegar alguma doença. Como estamos em tempo de pandemia, isso preocupa para o agravamento de doenças respiratórias”, alertou Gomes.
(*Com informações de Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo)