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    Governo de São Paulo afirma que vai manter o uso de máscaras obrigatório

    Comitê Científico do Estado diz que "é possível num futuro próximo avaliar a liberação", mas optou por manter a obrigatoriedade neste momento

    Camila Neumamda CNN , São Paulo

    O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (6) que não vai liberar o uso obrigatório de máscaras neste momento, apesar de anunciar reduções de mortes, internações e casos de Covid-19 no Estado. Segundo o coordenador do Comitê Científico do Estado, Paulo Menezes, ainda não é o momento de retirar a obrigatoriedade. A decisão, noticiada na terça-feira (5) pela jornalista da CNN Tainá Falcão, contraria a intenção da Prefeitura da capital paulista, que anunciou que estuda a liberação de máscaras.

    Florianópolis e Rio de Janeiro anunciaram que estudam liberar a obrigatoriedade do uso de máscaras também. A cidade de Duque de Caxias (RJ) já retirou a obrigatoriedade nesta quarta.

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta terça-feira (5) que encomendou um estudo aos técnicos da Secretaria de Saúde para que seja possível eliminar a obrigatoriedade do uso de máscaras na capital paulista, inicialmente, em áreas externas.

    O prefeito relata que foi motivado pela experiência de outros países, como Portugal, que tomou a decisão recentemente.

    O Comitê Científico do Estado de São Paulo também argumenta que se baseia na situação de outros países que tiveram de voltar atrás após liberarem o uso de máscaras, disse Menezes.

    “Todos nós gostaríamos de fazer esse gesto, de retirar a máscara, que vimos em outros países. Mas a história mostrou que as coisas não são tão simples, e nesses lugares foi necessário que se voltasse atrás nessa determinação. Tivemos um grande avanço, também mencionei que conseguimos enfrentar a variante Delta com bastante sucesso, e acho que foi fundamental a contribuição dessa barreira. Desta forma, estamos avaliando a possibilidade no futuro, não neste momento”, disse Menezes.

    Segundo o coordenador, atualmente os números do estado apresentam melhora, mas “mostram que ainda temos pessoas doentes e perdas de vidas, portanto hoje devemos continuar usando essa proteção além da vacinação”.

    Para Menezes, “é possível num futuro próximo, que tenhamos condição de avaliar a possibilidade de liberação, em espaços abertos”. O coordenador afirmou que o comitê está discutindo o assunto e que em breve deve apresentar um posicionamento.

     

     

     

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