Dois terços da população da América Latina foi vacinada contra Covid-19, diz Opas
Segundo a Opas, 14 países e territórios da região já atingiram a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 70% de suas populações antes de 30 de junho


A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) afirmou nesta semana que mais de dois terços das pessoas na América Latina e no Caribe já receberam duas doses da vacina contra a Covid-19. No entanto, alguns países ainda não atingiram metade da população na cobertura vacinal.
Em entrevista à imprensa, na quarta-feira (20), a diretora da Opas, Carissa F. Etienne, pediu que as pessoas se vacinem e garantam também a proteção de familiares e amigos.
“As vacinas contra a Covid-19 funcionam e são muito seguras”, disse a diretora. “Elas estão protegendo a maioria das pessoas em nossa região das piores consequências da infecção por Covid-19”, completou.
Carissa destacou que 14 países e territórios da região já atingiram a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 70% de suas populações antes de 30 de junho, e mais oito países alcançaram mais de 60% de cobertura.
No entanto, embora haja suprimentos suficientes de vacinas para atender à demanda nas Américas, alguns países continuam ficando para trás, segundo a Opas.
No Caribe, menos de 30% das pessoas receberam a primeira dose sua primeira vacina no Haiti, Jamaica, São Vicente e Granadinas e Santa Lúcia. Na América Latina, Guatemala, Guiana e Paraguai ainda não alcançaram 50% de cobertura.
A Opas afirma atuar com os países para fornecimento de assistência técnica às campanhas de vacinação, bem como apoio ao planejamento e comunicação para ajudar a preencher as lacunas.
“A vacinação é um assunto de família e cabe a todos nós garantir que nossos entes queridos estejam protegidos. Se você ou um familiar ainda não se vacinaram contra a Covid-19, converse com um profissional de saúde sobre suas questões e dúvidas”, disse Carissa.
Ampliação da cobertura vacinal
A Opas orienta que os países devem integrar os esforços de vacinação contra a Covid-19 às campanhas de imunização de rotina.
A medida poderá permitir, por exemplo, que mulheres grávidas recebam a vacina contra a doença juntamente com os imunizantes contra gripe e tétano, difteria e coqueluche. Além disso, permitirá que os pais tomem as vacinas e protejam seus filhos contra doenças como sarampo e poliomielite.
De acordo com a Opas, a infraestrutura de emergência criada para aplicar as vacinas contra a Covid-19 em prazo recorde também deve ser utilizada para ampliar a cobertura vacinal para outras doenças.
Cuidados básicos ajudam a prevenir doenças respiratórias
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