Distrito Federal tem a melhor distribuição de médicos do Brasil, diz IBGE
Estudo aponta que a capital tem 338 profissionais por 100 mil habitantes, seguida por São Paulo (248) e Rio de Janeiro (244); Maranhão e o Pará são os piores


O Distrito Federal (DF) possui a melhor distribuição de médicos do país, com 338 profissionais por 100 mil habitantes, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em seguida, está o estado de São Paulo, com 260 médicos na mesma comparação. Rio de Janeiro (248), Rio Grande do Sul (244) e Espírito Santo (223) completam o grupo dos cinco estados com os melhores indicadores.
O estudo, feito em com a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também avaliou a distribuição de enfermeiros, leitos de UTIs e respiradores em outros estados brasileiros com base no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde 2019 (DataSUS) e nas Informações de Deslocamento para Serviços de Saúde, da pesquisa Regiões de Influência das Cidades 2018, cuja íntegra está prevista para ser divulgada em junho pelo IBGE.
Na outra ponta do ranking, os estados com menos médicos estão concentrados no Norte e no Nordeste do país. Maranhão e o Pará registraram os piores indicadores, 81 e 85 médicos por 100 mil habitantes, respectivamente.
“O recomendável são 80 médicos generalistas por 100 mil habitantes. Entretanto, esse parâmetro é válido para uma situação de normalidade. Neste momento de pandemia, essa recomendação deve ser relativizada, pois a demanda pelo sistema de saúde é maior”, disse o coordenador de Geografia e Meio Ambiente do IBGE, Cláudio Stenner, em nota divulgada no site da instituição.
Enfermeiros e respiradores
O DF também lidera na quantidade de enfermeiros por 100 mil habitantes. São 198 profissionais na capital federal, seguida por Tocantins (178), Paraíba (149), São Paulo (143) e Rio de Janeiro (140).
O estado com a menor quantidade relativas desses profissionais são Pará, com 76 enfermeiros por 100 mil habitantes. O estado é seguido de Alagoas e Goiás (101), Sergipe (102), e Amazonas (103).
No caso dos respiradores, equipamentos fundamentais nos casos mais completos de pacientes infectados pelo novo coronavírus, o Distrito Federal aparece mais uma vez à frente das demais unidades da federação: são 63 equipamentos por 100 mil habitantes.
Na sequência, aparecem Rio de Janeiro (42), São Paulo (39), Mato Grosso (38) e Espírito Santo (35).
O estudo do IBGE aponta que estados do Norte e Nordeste são os que contam com a menor quantidade desses equipamentos. No Amapá, são apenas 10 respiradores por 100 mil habitantes, seguido por Piauí e Maranhão (13), Alagoas (15) e Acre (16).
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Leitos de UTI
Assim como nos critérios anteriores, o DF também lidera na quantidade de leitos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). São 30 leitos por 100 mil habitantes. Na segunda posição aparece o Rio de Janeiro (25), seguido por Espírito Santo (20), São Paulo (19) e Paraná (18).
O estado menos equipado do Brasil é Roraima, com apenas 4 de leitos de UTI por 100 mil habitantes. Amapá e Acre (5 leitos), Amazonas e Piauí (7), e Tocantins, Maranhão e Pará (8) completam a parte de baixo da tabela.
“Os dados mostram, de modo geral, que a desigualdade no país se repete na distribuição de recursos humanos e materiais na saúde”, afirmou Stenner “Sudeste e Sul são mais bem equipados que o Norte e Nordeste.”