Correspondente Médico: ‘Turbinar’ currículo pode ser busca por autoafirmação?
Fernando Gomes também abordou a importância da mudança de hábitos meio meio à pandemia de Covid-19


Na edição desta quarta-feira (1º) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os impactos da recorrente busca por autoafirmação pelos seres humanos e os possíveis danos causados à saúde mental causados por ele.
Ele explicou que essa busca por autoafirmação pode levar as pessoas a colocarem informações falsas em currículos — como a situação que inviabilizou a indicação de Carlos Alberto Decotelli para o Ministério da Educação.
“A grande diferença que existe é o balanço entre o ser e o ter. O chamado ‘ciclo da realidade’ explica bem esta situação e ele, nem sempre, é positivo. Porque eu posso ter habilidades muitos maiores do que eu enxergo ou posso vender ideias de que tenho ‘super habilidades’ e que não condizem com a minha real habilidade”, acrescentou.
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O médico também avaliou o papel das redes sociais na construção do processo de autoafirmação. Para ele, esta ‘realidade projetada’ deve ser analisada de maneira cautelosa e consciente, principalmente quando se tem realção direta com vida profissional
“Uma forma de você entender o comportamento da pessoa é com a análise da redes sociais. A partir desta vitrine, é possível perceber quais são as perspectivas daquela pessoa, os sonhos e outras características da mesma. Temos que fazer esta análise com consciência, pois o processo real de construção da nossa vida e carreira, é baseado em fatos reais e sólidos”, disse.
Mudança de hábito
O neurocirurgião também abordou a importância de mudar os hábitos, principalmente em tempos de pandemia. O médico citou a obrigatoriedade da máscara e aplicação de multa em caso de descumprimento do decreto em São Paulo.
“Para que se construa um hábito, existem publicações que afirmar levar de 20 a 30 dias e outras chegam a dar um prazo mais estendido, de três meses. Nos primeiros dias, a mudança pode ser considerada insuportável, mas em seguida, ela evolui para um cenário de desconforto, depois, a consolidação do comportamento”, disse.
“No caso das máscaras, é importante que este processo se dê através de educação continuada, para que a adaptação seja mais tranquila e com manutenção deste hábito”, completou Gomes.
(Edição: Leonardo Lellis)