Conversar ajuda a proteger saúde mental durante pandemia, diz psicóloga
Segundo a psicóloga Vera Iaconelli, o medo é normal e nos protege, mas o pânico nos paralisa
Em momento de pandemia do novo coronavírus, além de cuidar da saúde física, é preciso preservar a saúde mental. Mas como fazer isso com distanciamento social e com tantas incertezas sobre o futuro?
Em entrevista à CNN, a a psicóloga Vera Iaconelli alerta que o melhor a ser feito neste momento é conversar e aprender a escutar o outro.
Afinal, o sofrimento está sendo compartilhado por todos nós e, por isso, todos estamos submetidos a um grande estresse.
Segundo a especialista, o medo é, sim, um sentimento normal. “O medo é conselheiro porque nos mostra que existe perigo com os quais temos que lidar. O medo sempre nos protegeu”.
O problema, na realidade, é o pânico, pois ele nos paralisa.
“Agora é a hora de fazer a curadoria da informação. Ou seja, selecionar as fontes que confiamos e não reproduzir qualquer coisa que chega para nós”, disse.
A psicóloga explica ainda que existe uma correlação direta entre a imunidade e a parte emocional.
“Quando a gente está triste, todas as células do nosso corpo ficam tristes e, assim, a nossa imunidade cai”.
Por isso, além de tomar todos os cuidados informados pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como evitar sair de casa e lavar bem as mãos com água e sabão, é preciso ter uma alimentação equilibrada e ter uma relação boa com o estresse.
“O estresse é necessário para fazer a gente levantar da cama de manhã da cama, mas não pode ser excessivo. Estamos vivendo um processo de luto, não só o luto pelas pessoas que morreram e que morrerão, mas de todas as atividades que vinhamos fazendo até então e foram interrompidas de uma hora para outra”.