Combate à dengue tem que ser prioridade do novo governo, defende virologista
À CNN, Gúbio Soares afirmou que anos de pandemia serviram para aumentar a proliferação do mosquito Aedes aegypti
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Conheça os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, Zika e chikungunya • Josué Damacena/IOC/Fiocruz
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Pneus • Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Piscinas • Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Calhas • Tony Winston/MS
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Caixa d'água • Tony Winston/MS
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Ralos • Rodrigo Nunes/MS
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Lonas • Rodrigo Nunes/MS
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Vasos de plantas • Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Quaisquer tipos de objetos que possam acumular água parada • Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Garrafas destampadas • Breno Esaki/Agência Saúde DF
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Materiais de construção que possam acumular água parada • Breno Esaki
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Entulho • Cristine Rochol/PMPA
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Vaso sanitário sem uso • Giorgio Trovato/Unsplash
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Bandeja de ar-condicionado • Gervyn Louis/Unsplash
O virologista da Universidade Federal da Bahia Gúbio Soares fez um alerta de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva deve ter o combate ao mosquito Aedes aegypti como prioridade.
“Temos que retomar a luta contra a dengue, que cresceu muito no Sudeste, algo que não acontecia, há câmbio climático e os mosquitos aproveitaram”, disse, à CNN Rádio.
O cientista afirmou que o “governo tem que se empenhar, junto com secretarias de saúde dos municípios, para contratar agentes de saúde, fazer campanhas e propaganda nos meios de comunicação, orientando a população.”
Gúbio, que foi o primeiro a identificar o vírus Zika no Brasil, destacou que o mesmo mosquito transmite a dengue, Zika e chikungunya.
“Durante a pandemia, todas as forças dos agentes de saúde focaram nela, e houve grande proliferação dos mosquitos”, explicou.
Ele lembra que a chikungunya, por exemplo, tem o agravante de que o indivíduo fica com sequelas “por meses”, com dores nas articulações.
“O país tem aumento não só das doenças, mas de mosquitos, as pessoas têm que voltar a se preocupar com isso, mas depende do governo, se não houver orientações, a população esquece”.
O virologista destacou que a pobreza, refletida em problemas de distribuição de água e saneamento básico, intensifica a proliferação dos mosquitos.
As campanhas de conscientização, segundo ele, devem orientar a população a não manter a água parada – em locais como vasos, recipientes e mesmo caixa d’água – sem cobertura.
*Com produção de Joyce Murasaki