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    Anvisa revoga autorização de coquetel de anticorpos contra Covid-19

    A combinação de anticorpos banlanivimabe e o etesevimabe estava aprovada para uso emergencial desde maio de 2021, mas foi revogada por não apresentar dados de eficácia contra a variante Ômicron

    Kaluan Bernardoda CNN

    A Diretoria Colegiada da Anvisa revogou, nesta sexta-feira (2), a autorização que havia concedido ao uso emergencial de um coquetel de anticorpos (banlanivimabe e o etesevimabe) para tratamento da Covid-19, da empresa Eli Lilly

    O coquetel havia recebido autorização da Anvisa para uso emergencial em 13 de maio de 2021.

    De acordo com a agência, a autorização foi suspensa após a solicitação para que a empresa apresentasse dados de eficácia dos medicamentos contra a variante Ômicron. No entanto, o laboratório não os apresentou e solicitou a revogação da autorização.

    No momento, ainda está autorizado o uso dos estoques remanescentes dos anticorpos para pesquisa clínica ou que foram importantes antes da revogação “exclusivamente para os pacientes contaminados com variantes do Sars-CoV-2 sabidamente suscetíveis a esses medicamentos e sob avaliação médica”.

     

    É importante destacar que, segundo a plataforma Our World In Data, a variante Ômicron já é responsável por 96,46% das amostras do novo coronavírus sequenciadas no Brasil.

    Neste contexto, as vacinas ainda são a arma mais importante, como destaca Meiruze Freitas, diretora relatora da Anvisa: “Até o momento, mesmo no contexto da circulação da variante Ômicron, as vacinas continuam a oferecer proteção considerável contra óbitos, hospitalização e o desenvolvimento da Covid-19 nas formas graves, especialmente após uma dose de reforço”.

    Como era o tratamento aprovado

    A indicação da Anvisa — agora revogada — era para o tratamento da Covid-19, nas formas leve e moderada, em adultos e crianças com 12 anos ou mais e pelo menos 40 quilos. Esses pacientes deveriam apresentar ainda alto risco de progressão da doença para a forma grave ou que pudesse levar à necessidade de internação.

    Tanto o banlanivimabe quanto o etesevimabe são anticorpos monoclonais de imunoblobulina G-1 humana (conhecidos como IgG1) e foram desenvolvidos por uma linhagem de células do ováriod e hamster chinês para neutralizar a proteína spike do Sars-CoV-2.

    O mecanismo de ação desses anticorpos bloqueia a ligação dessa proteína aos receptores humanos da enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), evitando assim, a entrada subsequente do vírus nas células humanas e a sua replicação