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    Angola protesta, mas governo deve seguir Anvisa e fechar fronteiras

    Angolanos protestaram porque ação pode impedir a implementação de um acordo para o retorno de voos definitivos entre o Brasil e Angola.

    Caio Junqueira

    A Angola virou, nesta segunda-feira (29), o principal obstáculo para que o governo brasileiro atendesse a recomendação da Anvisa de fechar as fronteiras aéreas para passageiros egressos dela e de mais três países: Moçambique, Malawi e Zâmbia.

    O motivo, segundo fontes do Ministério da Saúde, é que além de não ter nenhum caso da nova variante os angolanos protestaram porque o fechamento da fronteira aérea pode impedir a implementação de um acordo para o retorno de voos definitivos entre o Brasil e Angola.

    Hoje os voos são esporádicos. Mas a partir desta quinta-feira passariam a ter datas fixas, partindo de Luanda para São Paulo as terças e quintas e de São Paulo para Luanda as quartas e sextas. O voo inaugural vinha sendo comemorado pela comunidade angolana no Brasil.

    Ainda assim, a tendência nesta segunda-feira no governo era de que o governo fechasse a fronteira para todos os quatro países. A decisão deverá sair após reunião de secretários executivos prevista para esta terça-feira (30).

    Nela também será debatida se o Brasil adotará a exigência de que só vacinados entrem no País. Ao contrário do fechamento de fronteiras aéreas, o chamado “passaporte da vacina” é um tema controverso dentro do governo.

    Por um lado, há sim o reconhecimento de que se amplia a proteção da população. Por outro, tem crescido a pressão de grupos antivacina sobre o governo, especialmente sobre o Ministério da Saúde. Neste domingo, após uma reunião na sede da pasta para tratar desses assuntos, um grupo chegou a interpelar o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Parte do governo teme também a reação nas redes sociais e até do Palácio do Planalto, já que o presidente Jair Bolsonaro nunca foi um entusiasta da vacina.

    Argumentos, contudo, vem sendo levantados contra e a favor do passaporte. Por exemplo, o de que a Organização Mundial da Saúde não o recomenda e o de que há aí uma questão social, pois ele acaba prejudicando os países mais pobres que estão com baixa taxa de vacinação. É provável que não haja uma definição sobre o assunto na reunião desta terça-feira, mas a ideia é que até sexta-feira haja uma posição formal do governo brasileiro.

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