Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Zanin vota por tornar réus Bolsonaro e 7 aliados por trama golpista

    Ministro acompanhou na íntegra o voto do relator do caso, Alexandre de Moraes

    Isabella CavalcanteLeticia Martinsda CNN , Brasília e São Paulo

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, votou, nesta quarta-feira (26), para tornar réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os outros sete denunciados.

    “Neste momento, eu também considero que há materialidade, indício de autoria a ensejar o recebimento integral da denúncia, tal como exposto do eminente relator e por isso estou acompanhando na íntegra a vossa excelência”, disse o ministro.

    Zanin foi o último a votar. Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.

    Veja quem são os denunciados, além de Jair Bolsonaro:

    • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin;
    • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil;
    • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
    • Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
    • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
    • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
    • e Walter Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de ter sido candidato a vice de Bolsonaro em 2022.

    “Há uma série de elementos aqui a amparar a denúncia que estamos a analisar. Longe de ser uma denúncia amparada exclusivamente em uma delação premiada, o que se tem aqui são diversos documentos, vídeos, dispositivos, diversos materiais que dão amparo aquilo que foi apresentado pela acusação”, afirmou Zanin durante o voto.

    O ministro ainda afirmou que o relator do caso, Alexandre de Moraes “fez uma descrição detalhada da prova indiciária em relação aos denunciados” e prosseguiu dizendo que “se essa prova indiciária vai se confirmar ou não, é o que terá que ser feito e observado ao longo da instrução criminal”.

    Tópicos