
Waack: Recondução de Aras à PGR mostra sintonia entre setores do STF e do Senado
Quando alguém como o presidente Jair Bolsonaro se recusa a fazer política e dá espaço, outras pessoas ocupam; é o que aconteceu neste caso
No quadro CNN Poder desta quarta-feira (25), na CNN Rádio, William Waack analisa a recondução de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República (PGR), um sinal de sintonia entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado, e como isso afeta o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“A recondução de Aras foi muito fácil. Como se explica isso para alguém que teve muita presença no noticiário, principalmente, pelas críticas que recebeu? Quero destacar a sintonia e convergência de setores importantes do STF e de setores relevantes do Senado”, disse Waack.
“É sempre assim na política: quando alguém, como o presidente Bolsonaro – que se recusou a fazer política durante muito tempo – dá espaço, outros ocupam. Agora, como o presidente está isolado do ponto de vista político, o espaço está sendo ocupado. E são os bons articuladores do Senado e do STF que estão, neste momento, causando mais isolamento ainda a Bolsonaro.”
Para Waack, a recondução de Aras é uma confirmação do fim do “lavajatismo”, uma bandeira importante de Bolsonaro nas eleições de 2018.
“Mais ainda: é a ideia que o STF consegue se entender com o Senado sobre, por exemplo, quem ocuparia a próxima vaga a ser indicada no Supremo.”
“Aras disse antes e deixou isso claro ontem na sabatina: que não vai ser aquele que virará a República de pernas para o ar, mas que também não será aquele que ajudará Bolsonaro a enfrentar o STF”, concluiu.