
Waack: Governo cria novo programa assistencialista pensando em reeleição
Presidente Jair Bolsonaro enviou a Medida Provisória (MP) que cria o Auxílio Brasil, novo programa para substitui o Bolsa Família, ao Congresso nesta segunda
No quadro CNN Poder desta terça-feira (10), na CNN Rádio, William Waack analisou o envio da Medida Provisória (MP) que cria o Auxílio Brasil, novo programa para substituir o Bolsa Família, ao Congresso. Acompanhado por ministros palacianos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apresentou o tema nesta segunda-feira (9).
Para Waack, ao criar um novo programa assistencialista, Bolsonaro pensa na reeleição e o governo faz as contas para garantir a disputa das eleições em 2022. “As contas para reeleição de Bolsonaro estão sendo feitas agora (…) depende basicamente de quanto é que vai ser pago no novo Bolsa Família, quando vai ser pago a dívida dos precatórios e qual vai ser a mexida no imposto de renda. Tudo isso para criar espaço para o governo gastar em um programa assistencialista. Não que um pais tão miserável, pobre e desigual como é o Brasil não precise de um sistema de assistencialismo. Não é essa questão”, disse.
Segundo Waack, os temas adotados nos últimos dias revela a “inversão de prioridades” na agenda econômica do governo. “As prioridades do governo, em termos de economia, não são mais de grandes reformas estruturantes ou de recuperar, por exemplo, o que desapareceu no debate, a tal da agenda da produtividade e, sim, simplesmente ‘como é que eu me viro até ter dinheiro suficiente para gastar numa caríssima campanha eleitoral pro ano que vem’.”
Ao comentar o desfile militar na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, Waack diz que “de crise em crise”, Bolsonaro cria significado “no qual nem deveríamos estar pensando mais”. “Isso [desfile militar] acaba ganhando um significado no qual a gente nem deveria mais estar pensando”