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    Siglas governistas iniciam movimento para candidatura de oposição a Lira

    A articulação de bastidor começou a ser promovida neste final de semana por integrantes de partidos de centro. O Palácio do Planalto, no entanto, tem se mantido afastado das discussões

    Basília RodriguesGustavo Uribeda CNN , em Brasília

    Um grupo de deputados de partidos governistas iniciou movimento neste final de semana para tentar viabilizar uma candidatura de oposição à reeleição do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

    A articulação, segundo relatos feitos à CNN Brasil, teria as digitais de parlamentares de partidos como União Brasil e MDB, para os quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode correr o risco de depender, nos próximos dois anos, do congressista que foi aliado de Jair Bolsonaro (PL).

    Além disso, há uma preocupação com as presidências da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e da CMO (Comissão Mista de Orçamento). Com a reeleição de Lira, uma delas pode ser presidida pelo PL, partido do ex-mandatário do Palácio do Planalto.

    A avaliação de dirigentes partidários é de que o ato golpista em Brasília levou parlamentares a defenderem uma rediscussão sobre os acordos firmados no fim do ano passado, como o apoio à reeleição de Lira.

    A expectativa do grupo é de que integrantes de partidos como Psol e PSD possam ser incluídos no movimento. Apesar da articulação de bastidor, União Brasil e MDB anunciaram oficialmente apoio à recondução de Lira.

    A cúpula nacional do PT tem se mantido afastada da articulação, com receio de que ela possa azedar a relação de Lira e Lula. O partido já anunciou apoio a Lira, mas há divergências na bancada federal.

    Para dirigentes petistas, em vez de lançar uma candidatura alternativa, seria possível chegar a um acordo com Lira para que um partido governista fique à frente das duas importantes comissões.

    A nova legislatura do Congresso Nacional tem início no dia 1º de fevereiro, quando os deputados e senadores tomam posse.

    Na sequência, é feita a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado e a definição da Mesa Diretora e dos comandos das comissões temáticas.

    Nesta semana, Lira deu início à articulação para a sua reeleição. Ele deve promover encontros com as bancadas estaduais e também partidárias.

    Hoje, o parlamentar é o favorito para a reeleição e não conta com nenhum adversário para a disputa legislativa.

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