São Gonçalo: Capitão Nelson nomeia o próprio filho e extingue pasta da Cultura
Prefeito da segunda maior cidade do Rio de Janeiro defendeu a escolha do seu filho Douglas Ruas para compor a sua administração


São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, é a segunda cidade mais populosa do estado, com cerca de 1,1 milhão de habitantes. Mas, a partir deste domingo, ela não tem mais Secretaria Municipal de Cultura. A pasta foi extinta pelo prefeito Capitão Nelson (Avante), que deu à pasta de Turismo o mesmo destino.
As atribuições originais das duas pastas agora extintas foram incorporadas à secretaria municipal de Esporte e Lazer. As mudanças estão no Diário Oficial do Município, que trouxe também a nomeação do filho do prefeito, Douglas Ruas dos Santos, para exercer o cargo de secretário municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Sobre o assunto, a prefeitura respondeu, por meio de nota, que entende que o ato não configura nepotismo: “O secretário tem todas as qualificações para o cargo, com formação em Gestão Pública. O fato de ser filho do prefeito Capitão Nelson não configura nepotismo, de acordo com reiteradas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF)”, diz a nota.
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O agora secretário também se manifestou: “Minha trajetória profissional tem sido dedicada à gestão e ao interesse público, acredito que a administração pública deve ser pautada por interesses republicanos, unindo equipe técnica qualificada e construindo políticas públicas baseadas em evidência. É nesse sentido que minha gestão estará pautada, com competência e transparência”, garantiu Douglas Ruas.
O posicionamento do município prossegue: “Cargos de natureza pública, como o de secretário de Estado ou secretário municipal, não se submetem às hipóteses da Súmula Vinculante 13, que veda a prática do nepotismo na administração pública”.
O prefeito é capitão da Polícia Militar, chegou a assumir mandato de deputado estadual na Alerj, na atual Legislatura, quando os deputados que foram presos na Operação Furna da Onça foram impedidos de assumir os mandatos. Assim, ele ocupou a vaga de Marcos Abrahão (Avante). No entanto, no primeiro semestre, uma decisão devolveu o mandato aos titulares e afastou os suplentes do Palácio Tiradentes.