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    Novo nome apresentado a Lula para disputa na PGR enfrenta resistência no STF, dizem fontes

    Integrantes da Corte ouvidos pela CNN dizem que pesa contra Aurélio Virgílio Veiga Rios o fato de ele não ser um personagem de renome no meio jurídico

    Thais Arbex

    O novo nome levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suceder Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República (PGR), o do subprocurador-geral da República Aurélio Virgílio Veiga Rios, enfrenta resistência dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Integrantes da Corte ouvidos pela CNN em caráter reservado dizem que pesa contra Veiga Rios o fato de ele não ser um personagem de renome no meio jurídico.

    A avaliação desses magistrados é que, mesmo que ele tenha “um avalista de peso”, a falta de conhecimento sobre sua trajetória é apontada como empecilho na disputa pelo comando da PGR.

    Embora Veiga Rios tenha trabalhado com Sepúlveda Pertence na época em que o ex-presidente do Supremo chefiou a PGR, nos anos 1980, os ministros ouvidos pela CNN dizem não conhecer seu trabalho pretérito.

    Como mostrou a CNN, Lula deixou a definição sobre o novo procurador-geral da República para a volta de sua viagem aos Estados Unidos.

    Na semana passada, o presidente recebeu no Palácio do Planalto os dois principais cotados para suceder Aras: o vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, e o subprocurador-geral da República Antônio Carlos Bigonha.

    Lula confidenciou a aliados que a conversa com Gonet o agradou mais. Segundo interlocutores, o presidente disse ter ficado “mais bem impressionado” com Gonet, que tem os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), como principais apoiadores.

    Logo depois dos encontros com Gonet e Bigonha, no entanto, o presidente afirmou a pessoas próximas estar aberto a receber novas indicações e não descartou a possibilidade de um terceiro nome surgir na disputa.

    Vídeo — Lula não tem pressa de indicar nome para a PGR, dizem aliados

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