“Não vai haver perseguição política”, afirma presidente da EBC sobre cobrança para demitir bolsonaristas
Empresa de comunicação reúne cerca de 1.500 funcionários ativos, sendo 421 em funções e comissões, dentre os quais 126 podem ser não concursados



O presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Hélio Doyle, afirmou à CNN que o governo não irá promover “perseguição política” de funcionários que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas eleições passadas.
A atual gestão da EBC tem sido cobrada internamente a fazer mudanças de nomes em meio à disputa de integrantes da equipe que apoiam o governo Lula e outros que estão desde a gestão passada.
“Aqueles bolsonaristas que não eram do quadro da empresa e foram nomeados por razões políticas já não estão mais aqui. Não vamos fazer perseguição política de quem continua trabalhando independentemente de governo”, disse.
A CNN divulgou, nesta terça-feira (6), que a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) recebeu uma lista com o nome de gestores identificados por outros funcionários da EBC como bolsonaristas em Brasília e no Rio de Janeiro.
De acordo com o governo, cada nome foi analisado. “O funcionário público tem estabilidade e direito a pensar no que ele quiser. A gente até quer que as pessoas mudem de ideia, que as pessoas que votaram no Bolsonaro se arrependam. Não queremos isolá-las completamente. Essa é uma visão ampla no governo”, afirma Doyle.
Além dos nomes, supostas condutas de assédio e discriminação também foram analisadas. “Há acusações levianas. Se houver essas atitudes, independentemente de questão política, qualquer pessoa pode ser retirada”, ponderou.
Atualmente, a EBC reúne cerca de 1.500 funcionários ativos, sendo que 421 estão em funções e comissões. Desses, 126 podem ser pessoas não concursadas.