Governo disse à Câmara ter tratado de ‘promoção à democracia’ em encontro com diretor da CIA
A informação está em um ofício encaminhado à Câmara dos Deputados pelo ministro do GSI, Augusto Heleno

Nos encontros que teve com o presidente Jair Bolsonaro e com integrantes do governo brasileiro, em julho do ano passado, o diretor-geral da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Williams Burns, tratou de assuntos relativos “à promoção da democracia, da segurança e da estabilidade no Hemisfério”. A informação está em um ofício encaminhado à Câmara dos Deputados pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Augusto Heleno. O documento, ao qual a CNN teve acesso, foi revelado pelo jornal “O Globo” nesta quinta-feira (5).
O documento (clique aqui para ler) foi encaminhado pelo ministro ao Legislativo no dia 2 de setembro do ano passado, em resposta a um questionamento do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ). No ofício, Heleno disse que Burns participou de reuniões no Palácio do Planalto e de um jantar oferecido pela Embaixada dos EUA em Brasília.
Segundo o ministro, o diretor-geral da Cia se mostrou interessado, em relação à Abin (Agência Brasileira de Inteligência), “na permanência da cooperação em matéria de inteligência, fundamental para responder a ameaças de caráter transnacional, como o terrorismo, a criminalidade organizada e a criminalidade cibernética”.
Burns esteve em Brasília no dia 1º de julho de 2021. Nesta quinta (5), a agência de notícias informou que, durante os encontros com o Executivo, o dirigente da CIA pediu que o governo brasileiro parasse de questionar a integridade das eleições no país. Burns era, e permanece sendo, a autoridade de mais alto escalão dos EUA a ter se encontrado em Brasília com o governo Jair Bolsonaro desde a eleição do presidente americano Joe Biden.