Em reunião tensa, governo cedeu à quarentena para evitar decisão do Supremo
Avaliação de técnicos do governo é que, na prática, o governo acabou por acatar, indiretamente, a recomendação da Anvisa

A reunião em que o governo Jair Bolsonaro (PL) definiu exigir uma quarentena de cinco dias de viajantes não vacinados que entrarem no Brasil foi tensa, segundo relatos feitos à CNN por participantes do encontro.
A resistência do presidente em relação à adoção do passaporte da vacina e a qualquer medida restritiva pautou grande parte da conversa. De acordo com a avaliação de técnicos, a determinação da quarentena foi como vencer uma batalha e, segundo relatos, só foi aceita diante da possibilidade de o Supremo Tribunal Federal tomar a decisão.
Na segunda (6), o ministro Luís Roberto Barroso determinou que os ministérios de Justiça e Segurança Pública, Saúde, Infraestrutura e a Casa Civil fossem ouvidos em 48 horas sobre a demora para atualizar as regras de entradas de viajantes no país – sobretudo após a descoberta da variante Ômicron.
Diante desse cenário, a avaliação dos técnicos do governo é a de que, na prática, mesmo sem adotar o passaporte da vacina, o governo acabou por acatar, indiretamente, a recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Isso porque os que apresentarem o comprovante de vacinação para entrar no país não precisarão se submeter à quarentena de cinco dias.
A CNN apurou que a portaria, que deve ser publicada nesta quarta (8) no Diário Oficial da União, vai estabelecer uma espécie de monitoramento da quarentena.
O texto deve determinar que o viajante faça um teste RT- PCR 72 horas antes do embarque. A Anvisa deve receber a Declaração de Saúde do Viajante (DSV) e repassar esses dados aos Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde nos estados, a quem caberá fazer o acompanhamento dos isolados. A ideia é que a medida seja adotada para qualquer viajante, independentemente do país de origem.
Veja a vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no mundo
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Posto de vacinação no Museu da República, no Catete, no Rio de Janeiro. Veja a vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no mundo • Pedro Duran/CNN
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Enfermeira mostra vacina contra a Covid-19 para mulher no Rio de Janeiro • Mario Tama/Getty Images
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Enfermeira do SUS aplica vacina contra Covid-19 em homem em sua casa na Rocinha, no Rio, em uma das rondas frequentes que profissionais de saúde fazem na comunidade para imunizar pessoas que não querem ir ao posto • Mario Tama/Getty Images
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Vacinação contra a Covid-19 em São Paulo • Reuters/Carla Carniel
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Enfermeira na campanha de vacinação contra a Covid-19 na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro • Fernando Souza/picture alliance via Getty Images
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Boris Johnson visita centro de vacinação contra a Covid-19 em Londres • Alberto Pezzali - WPA Pool/Getty Images
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Japonesa faz triagem para ser vacinada contra Covid-19 • Stanislav Kogiku - 2.ago.2021/Pool Photo via AP
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China vacina estudantes universitários contra a Covid-19 • Costfoto/Barcroft Media via Getty Images
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Alguns países já fazem a vacinação de adolescentes contra a Covid-19 • Getty Images (FG Trade)
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Enfermeira aplica vacina em Dhaka, Bangladesh, que pretende imunizar 10 milhões em uma semana • Maruf Rahman / Eyepix Group/Barcroft Media via Getty Images
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Cidade de Aue-Bad Schlema, na Alemanha, distribui cachorros-quentes gratuitamente para quem apresentar o cartão de vacinação • Hendrik Schmidt/picture alliance via Getty Images
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Vacinação contra Covid-19 em Nova Délhi, na Índia • Adnan Abidi/Reuters
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Homem de 45 anos é vacinado em posto drive-in na cidade de Bhubaneswar, na Índia • STR/NurPhoto via Getty Images
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Vacinação contra a Covid-19 em prisão em Harare, Zimbabwe • Tafadzwa Ufumeli/Getty Images
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Vacinação contra a Covid-19 em Dakar, no Senegal • Fatma Esma Arslan/Anadolu Agency via Getty Images
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Vacinação contra a Covid-19 em Bangcoc, Tailândia • Reuters/Athit Perawongmetha