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    Denúncia é inepta e permeada de falsas ilações, diz defesa de Torres

    STF analisa, nesta terça-feira (25), denúncia contra Anderson Torres por participação em tentativa de golpe

    Isabella CavalcanteEmilly Behnkeda CNN

    A defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, afirmou nesta terça-feira (25) que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a tentativa de golpe é “inepta e permeada de falsas ilações”.

    O advogado Eumar Novacki se manifestou nesta manhã, no julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a denúncia da PGR contra oito acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022.

    Torres foi ministro da Justiça e Segurança Pública durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e era o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal quando ocorreram os atos de 8 de janeiro de 2023. Ele foi denunciado pela PGR e indicado como um dos integrantes do “núcleo crucial” que organizou o plano de teor golpista após a última eleição presidencial.

    Sobre a “minuta do golpe”, encontrada na casa do ex-ministro, a defesa afirmou a minuta é “apócrifa” e que “não tinha valor”. O advogado também declarou que os atos de 8 de Janeiro foram uma “mancha na história do Brasil” e pediu que o STF “haja com isenção, sem que ideologia contamine as decisões”.

    O que diz a denúncia sobre Torres?

    De acordo com a denúncia da PGR, o ex-ministro aderiu “muito antes” aos planos da organização criminosa que tramava um golpe de Estado no país.

    O PGR, Paulo Gonet, aponta também a adesão do ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), Fernando de Sousa Oliveira, e da ex-subsecretária de Inteligência da SSP-DF, Marília Ferreira de Alencar.

    “Recorde-se que ANDERSON GUSTAVO TORRES, FERNANDO DE SOUSA OLIVEIRA, MARÍLIA FERREIRA DE ALENCAR já haviam aderido aos planos da organização criminosa desde muito antes, o que ficou evidente no pleito eleitoral de 2022, quando coordenaram a utilização indevida da estrutura da Polícia Rodoviária Federal para obstaculizar o trânsito de eleitores a zonas eleitorais em regiões do Nordeste, onde detectaram votação mais expressiva em Lula da Silva”, informou a denúncia apresentada em fevereiro.

    Ainda segundo Gonet, “o objetivo era, como agora, situar JAlR BOLSONARO no Poder”. O ex-presidente da República Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas, dentre elas o ex-ministro Anderson Torres, foram denunciados por atos contra o Estado Democrático de Direito.

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