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    Bolsonaro é aconselhado a evitar menção à Ucrânia em viagem à Rússia

    Segundo integrantes da diplomacia brasileira, caso o tema seja mencionado pelo governo russo, a orientação é a defesa de uma solução pacífica

    Gustavo Uribeda CNN , Brasília

    Para viagem oficial à Rússia, que tem embarque programado para esta segunda-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro foi aconselhado a evitar tratar sobre o agravamento da relação entre Rússia e Ucrânia.

    A recomendação foi dada, segundo relatos feitos à CNN, tanto por auxiliares da articulação política como da equipe econômica, em uma tentativa de evitar um incidente diplomático com os Estados Unidos.

    Segundo integrantes do Ministério das Relações Exteriores, caso o tema seja abordado pelo presidente russo Vladimir Putin, a orientação é para que o governo brasileiro defenda uma solução pacífica para o conflito.

    Nas últimas semanas, auxiliares do presidente tentaram convencê-lo a adiar a viagem, diante da pressão do governo norte-americano de que um encontro neste momento poderia ser explorado pelo governo russo como um aceno de apoio.

    Bolsonaro, contudo, insistiu na viagem e disse à CNN que a pauta do encontro com o presidente russo vai ser diversificada. Ele ressaltou que a política externa do Brasil sempre foi “pela paz e respeito à soberania de outros países”.

    O principal receio da presença de Bolsonaro na Rússia é o impacto, tanto diplomático como econômico, que a visita oficial possa causar, sobretudo junto aos Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil.

    A viagem foi, inclusive, tema de um telefonema recente entre o secretário norte-americano Anthony Blinken e o ministro brasileiro de Relações Exteriores, Carlos França.

    Além disso, segundo relatos de militares do governo, há o temor no GSI (Gabinete de Segurança Institucional) em relação à segurança do presidente, diante do acirramento do conflito ou até mesmo do início de uma guerra durante a visita de Bolsonaro.

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