Alckmin está incomodado com possível mudança no ministério de Marcio França, dizem fontes
Reforma ministerial pode terminar com chegada do Republicanos no Ministério de Portos e Aeroportos, atualmente comandado pelo PSB de Alckmin e França


O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), está “incomodado” com a possível saída de Marcio França (PSB) do ministério de Portos e Aeroportos. Segundo fontes do governo, o vice estaria há algumas semanas atuando pela manutenção do seu aliado no comando da pasta, e a possível saída de França para acomodar Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) gerou um descontentamento.
O movimento de Alckmin para proteger França começou quando a sua própria saída do ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços foi cogitada para acomodar o seu correligionário.
O ministro de Portos e Aeroportos indicou ao vice que gostaria de permanecer na pasta para capitalizar politicamente com obras na região do porto de Santos, seu reduto eleitoral, e com o programa Voa Brasil, que oferecerá viagens aéreas a R$ 200 a partir de um aplicativo. Os passageiros que se enquadrarem nos requisitos vão poder comprar até quatro viagens por ano.
Integrantes do governo indicam que a parte entregue ao PSB na Esplanada estaria “superdimensionada”. E o ministério de Portos e Aeroportos é uma pasta que agrada os partidos de centro.
Outra questão que dificultou o movimento de Alckmin é que eles se desencontraram nas últimas semanas, Lula e o seu vice estiveram juntos apenas na segunda-feira (14), quando o líder petista embarcou para a posse do presidente do Paraguai e transferiu a presidência momentaneamente, na base aérea de Brasília.
Alckmin também tem dito a aliados que não deseja deixar o comando do seu ministério, mas durante um evento no último dia 6 de agosto, afirmou que o “cargo de ministro é de confiança do presidente da República. A minha disposição é ajudar, é servir, ajudar o Brasil e colaborar com o governo do presidente Lula”.
Integrantes do governo cogitaram entregar para ele o comando das operações do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ficaria sob responsabilidade da vice-presidência.
Questionado, o vice-presidente informou por meio de sua assessoria que não iria de manifestar.