À CPI, Marcelo Queiroga confirma negociação com dois laboratórios chineses
Ministro da Saúde trata sobre a compra de mais dois imunizantes: CanSino e Sinopharm
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia nesta terça-feira (8) que o governo federal negocia a compra das vacinas CanSino e Sinopharm contra a Covid-19, ambas de laboratórios chineses.
Em maio deste ano, a CanSino pediu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação para uso emergencial do imunizante. Já a Sinopharm, por integrar o Covax Facility — consórcio de vacinas da Organização Mundial da Saúde (OMS) –, não necessita ser aprovada pela Anvisa.
“Buscamos adquirir mais doses. A CanSino já fez um pedido na Anvisa de registro [para uso] emergencial – ela tem essa característica de única dose, o que nos ajuda. Sendo possível, vamos ter a CanSino conosco”, disse o ministro.
Sobre a Sinopharm, Queiroga disse que é preciso verificar a questões de custo da vacina, que seria um pouco elevado em relação a outras vacinas já disponíveis.
“E há possibilidade dessa vacina ser produzida a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) enviado da China em território nacional. Se isso for possível, o Ministério vai apoiar”, afirmou.
Embora tenha confirmado a negociação com os dois laboratórios chineses, o ministro ressaltou que os olhares agora estão voltados à Butanvac, imunizante que será produzido 100% no Brasil. Ainda segundo Queiroga, o assunto vem sendo tratado com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.
“Já que a Butanvac já tem a pesquisa pré-aprovada pela Anvisa, eu acho que seria um direcionamento mais adequado do Ministério da Saúde apostar na Butanvac do que na Coronavac”.
O ministro da Saúde informou que pretende “apostar” mais na Butanvac, visto que o imunizante será mais barato que a Coronavac.
“A Butanvac vai sair por um custo menor do que o da Coronavac”, disse. “Por uma estratégia, o Ministério da Saúde pensa que investir na Butanvac seria a melhor opção, sem prejuízo de podermos adquirir esses 30 milhões de doses da Coronavac também”.
