Turistas apoiam cancelamento do Réveillon no Rio de Janeiro
Academia Nacional de Medicina parabenizou todas as autoridades das 24 cidades que decidiram pelo cancelamento; suspensão da festa da virada no Rio foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes


Turistas de vários estados e que estão em viagem pelo Rio de Janeiro, manifestaram apoio à decisão do cancelamento da festa de Réveillon, na capital fluminense. A suspensão do megaevento, que teria 13 palcos montados em diferentes pontos da cidade, foi anunciada neste sábado (4) pelo prefeito Eduardo Paes, nas redes sociais e reforçado momentos depois em coletiva.
No calçadão de Copacabana, cenário principal da festa, turistas entrevistados pela CNN do Paraná e de São Paulo, estado que contabiliza três dos seis casos já confirmados de variante Ômicron, disseram que apesar da estabilidade da pandemia no país, este ainda não é o momento adequado para aglomerações.
“Acho melhor esperar um pouco e curtimos um Réveillon mais tranquilo, sem aglomeração”, avaliou a publicitária Grazielle Gervasio, turista de São Paulo.
“Eu acho que o retorno tem que ser gradual. E aglomerar todo mundo, num mesmo lugar nesse momento, eu acho que não seria algo prudente”, complementou o turista Leandro Peron, de Londrina, no Paraná, durante um passeio pela orla.
Assim como os turistas, a Academia Nacional de Medicina (ANM) parabenizou todos os governantes, em todas as esferas, que seguindo as orientações médico-científicas, cancelaram as festas oficiais de final de ano (Réveillon).
“Aos governantes que não o fizeram (cancelamento), que avaliem a não realização dessas festas, que geram aglomerações e podem intensificar a transmissão da Covid-19, e resultar em nova onda de pandemia”, defendeu a ANM.
Preocupada com o possível recrudescimento da pandemia pelo Coronavírus e especialmente pela variante Ômicron, a academia considera fundamental a manutenção do uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento físico.
O Brasil já registra seis casos de pacientes infectados com a variante Ômicron. Nesta sexta-feira (3), o governo do Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso no estado. Antes, São Paulo e Distrito Federal já haviam atestado a presença da cepa em cinco amostras.