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    Massacre de Paraisópolis: familiares cobram Justiça em Fórum Criminal de SP

    Objetivo da movimentação é levar caso a júri popular para criminalizar responsáveis por mortes de jovens e de dezenas de feridos

    Felipe SouzaCarolina Figueiredoda CNN , São Paulo

    Os familiares das vítimas do Massacre de Paraisópolis fazem movimentação em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, para cobrar justiça e honrar a memória das vítimas, na manhã desta sexta-feira (31).

    Uma audiência marcada para às 10h deve ouvir as testemunhas da Defesa. Entre os ouvido estão: os policiais militares, Diego Felícia Novaes, Fabio Caio da Fonseca, Vinicius José Lima, Rodrigo Cardoso da Silva, Lailton de Paula Souza e Lucas Nickel Veríssimo Quirino. Também prestarão depoimentos: João Paulo Vechi Alves Batista, Antonio Marcos Cruz da Silva, Thiago Roger de Oliveira e Renan Cesar Ângelo.

    As famílias tentam levar o caso a júri popular para criminalizar os responsáveis pelas mortes dos jovens e de dezenas de feridos durante a operação na Comunidade em São Paulo.

    A Operação Pancadão, realizada pela Polícia Militar em 1° de dezembro de 2019, cercou mais de 5 mil jovens em um Baile Funk em Paraisópolis na multidão, resultando na morte de nove jovens com idades de 14 a 23 anos durante o baile da DZ7 na comunidade.

    Durante a ação, foram usadas bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, além de tiros de balas de borracha, golpes de cassetetes e rajadas de gás de pimenta. Entre as vítimas estão:

    • Gustavo Cruz Xavier, de 14 anos;
    • Marcos Paulo Oliveira dos Santos, de 16 anos;
    • Dennys Guilherme dos Santos Franco, de 16 anos;
    • Denys Henrique Quirino da Silva, de 16 anos;
    • Luara Victória Oliveira, de 18 anos;
    • Gabriel Rogério de Moraes, de 20 anos;
    • Eduardo da Silva, de 21 anos;
    • Bruno Gabriel dos Santos, de 22 anos;
    • e Mateus dos Santos Costa, de 23 anos.

    A CNN conversou com Cristina, mãe de Denys Henrique, adolescente que não era morador da Paraisópolis e só estava na região para a festa. Ela disse espera justiça para seu filho e para as outras vítimas.

    “Esperamos que o juiz, com as provas suficientes que estão à disposição dele, não permita que esse caso volte para a Justiça Militar. Enquanto não tivermos justiça, não vamos conseguir ter paz na comunidade”, afirmou.

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