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    Operação combate extorsão contra presos em hospital penitenciário no RJ

    Segundo o Ministério Público carioca, o esquema mirava presos com maior poder aquisitivo para pagamentos em troca da emissão de laudos e atestados médicos

    Vitor BonetsFernanda Palharesda CNN*Rafael Saldanhada CNN , em São Paulo

    Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpriu, na manhã desta terça-feira (11), dez mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso que atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bangu, no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho (Seap/HA). O grupo era responsável por extorquir presos em troca da emissão de laudos e atestados médicos.

    Segundo o MPRJ, inspetores policiais penais identificavam os detentos com maior poder aquisitivo e, quando era exigido um laudo médico ou nutricional, o grupo criminoso obrigava que quantias elevadas fossem pagas para o fornecimento de documentos que favorecessem os presos. Um desses favorecimentos seria a prisão domiciliar.

    A pedido do órgão, a 3ª Vara Especializada em Organizações Criminosas determinou o afastamento do subsecretário de Tratamento Penitenciário da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Lúcio Flávio Correia Alves.

    Além dele, os inspetores envolvidos, identificados como Thiago Franco Lopes, Aleksandro dos Santos Rosa e Márcio Santos Ferreira, também foram afastados por suspeita de corrupção ativa e passiva e concussão. Os policiais foram proibidos de assumirem novas funções públicas.

    Segundo as investigações, uma advogada também estaria envolvida no esquema, ao atuar como intermediária entre detentos e familiares para a exigência dos pagamentos.

    A operação contou com apoio do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e com o acompanhamento da Comissão de Defesa de Prerrogativas da OAB e da Corregedoria da Seap/RJ.

    Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ), a investigação começou a partir de informações da própria Corregedoria.

    A CNN tenta contato com a Seap e o espaço segue em aberto.

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